Segurança

PF apura desvio de ao menos R$ 10 milhões na Justiça do Trabalho

Foto: Divulgação / NSC Total

A Polícia Federal cumpriu na quinta-feira (9) mandado de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão em Criciúma, Cocal do Sul e Urussanga. A ação fez parte da Operação Perfídia, que apurou desvios que podem passar de R$ 10 milhões, referentes a valores depositados em juízo na 2ª Vara do Trabalho de Criciúma. A denúncia partiu do próprio Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina – TRT/SC.

“Eram valores que estavam depositados em processos judiciais, aguardando autorização do juiz depois do trânsito em julgado para poder levantar, fazer a retirada. Eles falsificavam os alvarás e ofícios judiciais, inseriam como beneficiário um dos membros da quadrilha e faziam a transferência dos valores”, explicou o delegado Rafael Broiett, da Polícia Federal.

Os investigados são servidores da 2ª Vara do Trabalho de Criciúma, cujos nomes e cargos não foram divulgados pela Polícia Federal. O suspeito que foi preso preventivamente já havia sido exonerado, segundo o TRT/SC.

O Judiciário determinou a quebra do sigilo fiscal e bancário dos investigados, assim como o bloqueio de bens para garantir a reparação do dano causado. O delegado acredita que o patrimônio acumulado por eles não era compatível com a renda. Empresas criadas pelos suspeitos também são alvos de investigação.

Os investigados podem ser indiciados pelos crimes de peculato e organização criminosa, que podem alcançar pena de 20 anos de prisão.

De acordo com o TRT/SC, além da denúncia feita pelos magistrados à Polícia Federal, uma sindicância foi aberta e, se comprovada a autoria do crime, os responsáveis perderão o cargo público. A suspeita é que os desvios tenham ocorrido desde 2010.

Com informações do site NSC Total

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