Além de Tubarão, operação contra comércio ilegal de Mounjaro ocorre em outra cidade de SC e em quatro estados.
Foto: PF
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (18) uma operação em Tubarão e região para combater uma organização criminosa suspeita de atuar no contrabando, descaminho e comércio irregular de medicamentos para emagrecimento, entre eles o Mounjaro.
De acordo com as informações divulgadas, os produtos comercializados pelo grupo seriam trazidos de forma irregular do Uruguai e do Paraguai. Mandados de busca e apreensão são cumpridos em Tubarão durante a operação.
A ofensiva mobiliza cerca de 30 agentes da Polícia Federal, incluindo integrantes do Grupo de Pronta Intervenção (GPI).
A investigação é conduzida pela Delegacia da Polícia Federal de Jaguarão, no Rio Grande do Sul. A operação busca reunir provas e desarticular o esquema responsável pela entrada e comercialização irregular dos medicamentos.
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Além de Tubarão, a operação da Polícia Federal que investiga um esquema de importação e comercialização ilegal de produtos, incluindo medicamentos para emagrecimento, como o Mounjaro, ocorre em outra cidade de Santa Catarina e em municípios de outros quatro estados. A Operação Barão da Amizade foi deflagrada nesta terça-feira (18).
Em Santa Catarina, a outra cidade alvo é Nova Trento. Fora do estado, os mandados são cumpridos em Jaguarão (RS), São Paulo (SP), Guarulhos (SP), Bragança Paulista (SP), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ). Ao todo, a operação alcança oito cidades brasileiras.
São cumpridos 30 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Santa Maria (RS). A ação busca desarticular uma organização criminosa investigada pela importação e comercialização de produtos proibidos ou sujeitos à autorização no Brasil, além de combater crimes de contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro.
Segundo a Polícia Federal, o grupo importava ilegalmente, principalmente pela fronteira com o Uruguai, cosméticos e produtos farmacêuticos cuja entrada no país depende de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os investigados também seriam responsáveis pela importação ilícita de cigarros eletrônicos pela fronteira entre Brasil e Paraguai.
A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio de até R$ 37,8 milhões em contas dos investigados, além do sequestro e da indisponibilidade de veículos e imóveis. Também foram impostas 65 medidas cautelares diversas da prisão.
A operação conta com o apoio da Receita Federal e da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo. Os investigados poderão responder, conforme suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e outros delitos eventualmente apurados.
Foto: PF