Cabo da PM estava em São José e entregou a arma do crime após a negociação para a rendição
Servidora municipal deixa filha de 21 anos – Foto: Reprodução/Redes Sociais
O cabo da Polícia Militar Orlando Seara da Conceição Júnior, acusado de matar a ex-companheira Alessandra Abdalla, no bairro Tapera, em Florianópolis, foi preso na noite desta quinta-feira, 24, em São José. A vítima tinha 45 anos.
Segundo uma nota da Polícia Militar, o policial autor do crime foi localizado no bairro Potecas, onde foi negociada a sua rendição e apresentação do armamento, junto a familiares e a sua advogada.
Após a prisão, o cabo Seara foi conduzido a sede do 4º BPM para conferência do armamento. Posteriormente, ele conduzido à Central de Polícia para os procedimentos legais. Pela condição de policial, o acusado seguirá preso à disposição da Justiça no quartel até a audiência de custódia.
Comandante do 4º Batalhão, coronel Cidral, fala sobre a prisão do policial – Vídeo: Divulgação/PMSC
Entenda o caso
A PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina), por meio do 4º BPM, atendeu nesta quinta-feira (24), por volta das 7h30, uma ocorrência em que uma mulher teria sido alvo de vários disparos de fogo próximo a uma creche, localizada no bairro da Tapera. Chegando ao local foi confirmado que a situação se tratava de um feminicídio.
A mulher foi atingida com vários disparos de arma de fogo e, ao que tudo indicava, teriam sidos disparados pelo ex-companheiro. Imagens do local o identificaram. Depois de uma discussão, ele disparou contra a mulher e fugiu para um destino ignorado.
Com as imagens, foi possível a identificação do homem, um policial militar da ativa, lotado no 4º BPM, que estava com restrição do serviço operacional, realizando trabalhos administrativos. Durante todo o dia as buscas pelo suspeito foram realizadas e no final da noite foi negociada a sua rendição.
Medida protetiva
A professora já tinha registrado um boletim de ocorrência e tinha medida protetiva, deferida no início de novembro, contra o ex-companheiro, como informa a delegada Michele Alves Corrêa, diretora da Polícia Civil da Grande Florianópolis.
Com base nos relatos de agressões físicas e psicológicas, a Justiça tinha proibido o policial militar de se aproximar da Alessandra e de manter contato com a professora. Colegas de trabalho da vítima disseram que o policial Orlando estava ameaçando a ex-companheira nos últimos dias e também rondando a unidade escolar e outros locais que ela frequentava.
Via ND+