Segurança

PM se manifesta após policial da reserva declarar que é racista e ameaçar bater em companheira em São Ludgero

Momento foi gravado em vídeo; a Polícia Civil investigará o caso e a Polícia Militar informou que irá apurar com rigor todos os processos legais.

Foto: Reprodução

Repercute e gera revolta em São Ludgero um vídeo em que mostra um policial da reserva se declarando racista, proferindo diversas ofensas e ameaçando bater na esposa. O caso veio à tona nesta sexta-feira, dia 17, e foi gravado pela companheira dele. Entre os xingamentos dirigidos ao filho dela, estavam “macaquinho” e  “maldito de um negro desgraçado”. Por fim, ele ainda pegou o chinelo e ameaçou a bater na mulher.

“Porque eu tenho ódio, porque eu sou racista, porque eu não suporto negros”, disse. O delegado Éder Matte, ao Repórter Sul, informou que um um inquérito foi instaurado para apurar o crime de racismo, de acordo com o artigo 20, da Lei nº 7.716 / 1989, que dispõe sobre “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Apesar de a mulher não ter registrado um Boletim de Ocorrência, a penalização poderá ocorrer da mesma forma.

A Polícia Militar de Santa Catarina, através do Centro de Comunicação Social, se manifestou por meio de nota. De acordo com o órgão, o sargento está na reserva desde 9 de março de 2016. “A PMSC repudia toda e qualquer tipo de violência contra a mulher ou vulnerável, bem como qualquer tipo de racismo. Diante deste fato, a referida ocorrência deverá ser apurada com rigor por todos os processos legais. Todo policial militar, seja de ativa ou da reserva, deve seguir em conformidade com os dispositivos previstos no Regulamento Disciplinar da PMSC, Código Penal Militar e legislação penal geral. O caso identificado será encaminhado à Corregedoria-Geral da PMSC”, garantiu.

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