Segurança

Polícia investiga agressão a casal de idosos em Lages; Advogado suspeita que ataque tenha sido motivado por racismo

Câmeras de segurança mostram ação do agressor. Idoso de 72 anos ficou com marcas das lesões no corpo.

Divulgação

A Polícia Civil de Lages, na Serra catarinense, investiga uma agressão feita contra um casal de idosos na rua no fim de março. Uma das vítimas ficou com marcas de lesões pelo corpo. Segundo o advogado dos idosos que acompanha o caso, a suspeita é de que o ataque tenha sido motivado por racismo.

A Polícia informou que já identificou o agressor, mas até a noite de quinta-feira (15) o inquérito policial não havia sido concluído. O boletim de ocorrência trata o caso como lesão corporal. As agressões foram filmadas por câmeras de segurança da rua (veja vídeo acima).

A delegada responsável pelo caso foi procurada pelo G1 nesta sexta-feira (16), mas ela não foi encontrada para falar sobre o caso até a última atualização da reportagem.

O caso ocorreu em 31 de março, na Rua Emiliano Ramos, que fica no Centro do município. Garoti Bertoldo, de 72 anos, que ficou ferido, contou que caminhava com a mulher, de 61 anos, por volta das 19h, quando ouviram alguém falando alto e decidiram atravessar a rua — por precaução.

“De repente, ele diz assim ‘tá atravessando a rua? Tá com medo, seu nego sujo? Vou te bater’. E quando eu olhei para trás, ele veio com tudo no meu peito. E eu caí no chão. Eu fiquei de costas me debatendo com as pernas”, explicou o idoso agredido.

O advogado da família, José Ludgero de Castro Pereira, acredita que a agressão ocorreu por conta da cor da pele de Garoti. Segundo ele, a forma como o agressor falou com as vítimas é um indício. “Nós vamos pela questão racial, acreditamos que foi racismo mesmo”, disse.

Nas imagens das câmeras de segurança da rua, é possível ver que outras pessoas tentam ajudar Bertoldo e a mulher e que, depois disso, as agressões param. O casal sofreu lesões pelo corpo e passou por exames de corpo de delito.

Sem ter uma resposta da Justiça, Garoti resolveu levar a público o que passou. No joelho dele, ainda há marcas da agressão.

“Até agora não aconteceu nada, mas eu espero justiça. Quero justiça, porque, afinal de contas, não é possível uma coisa dessas. Simplesmente do nada o cara chega e agride a gente”, disse Garoti.

Garoti é diabético e cardiopata. Depois da agressão, ele passou mal e chegou a ser submetido a uma angioplastia.

Investigação

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso. Segundo a Polícia Civil, o autor já foi identificado, mas, por causa da alta demanda na delegacia, ninguém foi chamado para prestar depoimento. Isso deve ocorrer nos próximos dias

O idoso garante que não conhecia o homem que o agrediu. No boletim da Polícia Militar, que esteve no local, o relato de testemunhas é que o agressor estava sob o efeito de drogas.

Garoti contou que o crime deixou também marcas emocionais. “Eu fiquei traumatizado. Pensa bem, se eu sair agora, vou ter que me cuidar muito. Nunca tinha acontecido isso comigo”, disse.

Com informações do G1 SC

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