Casas das policiais penais foram alvos de busca e apreensão pela Polícia Civil, em Chapecó; agentes recolheram celulares e equipamentos eletrônicos
Foto: Eduardo Valente/Secom
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga duas policiais penais suspeitas de integrarem uma rede fake news contra autoridades do Estado, incluindo o governador Jorginho Mello (PL). Ambas foram alvos de busca e apreensão na sexta-feira (30).
O caso é investigado pela Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) em Chapecó, onde as duas policiais penais residem.
A apuração mira uma mulher que trabalha no presídio masculino da cidade, e outra que foi exonerada na terça-feira (27) após a revogação de uma decisão judicial que garantia o cargo dela — o caso ainda cabe recurso. A reportagem não conseguiu contato com as investigadas. As informações são do ND+.
Na casa das policiais, segundo a matéria veiculada na NDTV, a polícia apreendeu celulares e outros equipamentos eletrônicos.
A NDTV ainda apurou que, além de Jorginho Mello, funcionários públicos da SEAP (Secretaria de Administração Penitenciária) também eram alvos de fake news pelas policiais penais.
As informações espalhadas pelas policiais indicavam que funcionários da secretaria estariam praticando nepotismo. Os casos relatados por elas chegaram a ser investigados pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), mas todos foram arquivados.
A Corregedoria-Geral da SEAP ouviu as policiais na sexta-feira. A pasta informou que não vai se manifestar sobre o caso antes do fim das investigações internas. O governador Jorginho Mello, através de sua assessoria de imprensa, disse que acompanha a situação.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito tem 30 dias para ser concluído e está sob segredo de Justiça.
Com informações ND+