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Portaria estabelece novo período de validade para os exames de Mormo em SC

Foto: Diculgação

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Nesta sexta-feira (6), o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, aproveitou a abertura oficial do 44º Rodeio Nacional dos Praianos, em São José, para assinar portaria que estabelece novas medidas sanitárias para prevenção e controle do Mormo nos equinos de Santa Catarina.  A Portaria nº 23/2016 determina que, para o transporte de equídeos dentro do estado, a validade dos exames para Mormo será de 180 dias, desde que os animais sejam oriundos de propriedades onde todos os cavalos tenham sido testados para a doença.

Segundo o secretário Sopelsa, esse intervalo maior entre os exames é válido somente para os animais que transitarem dentro de Santa Catarina, principalmente para eventos agropecuários, e desde que saiam de propriedades monitoradas, ou seja, onde todos os outros cavalos sejam cadastrados na Cidasc e tenham sido testados para a doença. Caso os equídeos sejam oriundos de propriedades onde os outros animais não tenham sido analisados, o exame continua tendo validade por 60 dias.

“A Portaria atende uma demanda do Movimento Tradicionalista Gaúcho de Santa Catarina, mas isso só foi possível porque nós temos condições técnicas de garantir a sanidade do rebanho catarinense”, ressalta Sopelsa. O secretário lembra ainda que a sanidade animal é uma prioridade não só para manter o status sanitário de Santa Catarina, mas também para assegurar a saúde da população.

A partir de agora as medidas sanitárias para o controle do Mormo seguem a mesma linha já adotada pelo Governo do Estado para prevenção da Anemia Infecciosa Equina. A coleta para o exame de Mormo deve ser feita por veterinários particulares e o material encaminhado para um laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Caso algum animal esteja doente, deve ser sacrificado e seu proprietário será indenizado pelo Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa).

O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, destaca que a incidência de Mormo é muito baixa em Santa Catarina. A Companhia realizou quase 30 mil exames em equinos de diversos municípios e foram encontrados apenas 29 animais acometidos pela doença. “A flexibilidade no prazo de validade dos exames de Mormo vai acabar aumentando o controle da doença porque teremos ainda mais animais sendo examinados”.

Os representantes do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) comemoraram a notícia e serão parceiros do Governo do Estado no cumprimento das novas medidas. “Nós somos catarinenses e temos consciência do valor que Santa Catarina tem graças ao reconhecimento por sua excelência sanitária e nós estamos comprometidos em manter esse status”, afirma o diretor de eventos do CTG Chaparral, Ciro Harger.

O resultado dos exames de Mormo deve ser apresentado quando o proprietário for solicitar a Guia de Trânsito Animal (GTA) na Cidasc e devem ser levados durante o transporte do cavalo para eventos agropecuários.

O Mormo é uma doença infectocontagiosa provocada pela bactéria Burkholderia mallei e pode apresentar-se na forma aguda ou crônica, sendo que a primeira é mais comum em asininos e muares e a forma crônica acomete mais os eqüinos. A doença pode ser transmitida ao ser humano através do contato com secreções e úlceras cutâneas de animais doentes e com objetos contaminados. As pessoas que mantiverem contato com animais suspeitos ou positivos devem procurar os serviços de saúde pública. Lembrando que toda suspeita de Mormo deve ser notificada imediatamente à Cidasc para que sejam adotadas as medidas sanitárias pertinentes.

Colaboração: Assessoria de Imprensa/Secretaria de Estado da Agricultura