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Preciosidade: arqueólogos fazem importante descoberta em Jaguaruna

Foto: Divulgação

Arqueólogos da equipe da Espaço Arqueologia, empresa de Tubarão especializada em pesquisas científicas arqueológicas, fizeram uma importante descoberta durante estudos realizados no sítio arqueológico Jaboticabeira VIII, localizado em Jaguaruna.

Mais de quatro mil artefatos arqueológicos encontrados no local estão em análise e os restos de carvão, provenientes de fogueiras domésticas, datados pelo laboratório Beta Analytics, na Flórida/EUA, indicaram que o sítio arqueológico foi ocupado entre 340 e 370 anos A. P. (Antes do Presente) – entre os anos de 1580 e 1610 da Era Cristã – período que, segundo os documentos históricos, corresponde à presença de padres missionários na região entre Laguna e Araranguá.

A presença de populações indígenas no litoral Sul catarinense, no período pré-colonial e recente, pode ser constatada nos sítios arqueológicos, espalhados entre o litoral e a encosta da serra, e nos documentos históricos que narram a chegada dos primeiros europeus na região. Apesar das fortes evidências desta presença, episódios da história da ocupação indígena são pouco problematizados, principalmente na historiografia oficial.

Agora, arqueólogos encontraram no local contas usadas em pulseiras e colares e um tipo de garrafa, objetos usados por portugueses. Eles ajudam na compreensão da interação deles com os indígenas no final do século 16.

As contas encontradas são as chamadas venezianas, feitas de vidro. Foram achados também fragmentos das botijas de grês, que é um tipo de garrafa. A surpresa foi encontrar, no mesmo lugar, em Jaguaruna, artefatos de indígenas e portugueses. E todos eles do mesmo período: de 1580 a 1610.

Segundo o arqueólogo e historiador Lindomar Mafioletti Júnior, “a manutenção de uma habitação em um mesmo lugar por 30 anos indica que esses grupos Guaranis não estavam fugindo dos europeus, e a presença desses materiais históricos demonstra que a relação de troca pode ter sido muito frequente, derrubando a tese da total dominação desses povos indígenas”, afirma.

Destaque nacional

A descoberta dos objetos virou destaque nacional ao ser exibida em matéria no Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite dessa segunda-feira (11). Os achados podem ajudar a compreender melhor a história da colonização do país. “As pesquisas arqueológicas têm demonstrado que os índios não foram somente vítimas, mas sim agentes ativos do processo histórico. E por isso sua história merece ser reescrita”, afirmou a coordenadora da pesquisa, a arqueóloga Daniela da Costa Claudino.

“A preciosidade dessa descoberta é comprovar o contato entre índios e europeus. Essas duas culturas tinham, neste período da história, interesses em comum. Trocavam objetos, trocavam mercadorias, conversavam entre si, e essa conta venziana é um exemplo disso. Ela era um adorno, mas também era uma moeda de troca”, disse o arqueólogo Jedson Cerezer.

Com informações do Jornal Diário do Sul

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