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Preço da carne bovina dispara e o consumo despenca

Compradores deixam de lado o item mais caro das prateleiras para priorizar carne suína, de frango e ovos.

Divulgação

Quanto mais o preço da carne bovina aumenta, maior é o impacto na mesa dos consumidores. A alta acima da inflação já ocorre desde 2019, mas neste ano atingiu a máxima histórica de 40%, segundo a Associação Catarinense de Supermercados (Acats). O brasileiro substituiu a proteína, principalmente, pela carne suína, de frango e pelos ovos.

A alta do dólar e o consequente destaque dos criadores de gado nacionais para a exportação é o principal fator para o impasse. À medida que o produto é vendido para fora do país, menor fica a demanda para o mercado interno, causando um preço maior nas prateleiras dos supermercados. “A moeda nacional está desvalorizada, o que torna mais vantajoso exportar a carne para a Ásia. Esse aumento já vem desde o produtor de boi gordo”, explica Ricardo Althoff, vice-presidente regional sul da Acats.

Os consumidores brasileiros nunca comeram tão pouca carne bovina, ao menos, desde 1996, quando a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) passou a realizar o levantamento. O cenário não é diferente em Criciúma e região. “O pessoal está reclamando bastante. Só quem tem dinheiro mesmo continua levando a carne de boi, enquanto a compra da de porco aumentou”, externa João Vitor Cardoso Alves, do Açougue União. O preço da carne de frango também vem aumentando, mas em uma intensidade menor, que ainda cabe no bolso dos compradores. “Agora essa virou a prioridade dos meus clientes. Quem fazia churrasco todo final de semana teve que se readequar”, sublinha Julio César Burato Novello, do Açougue Chuletão.

A carne dobrou de preço, mas os consumidores não dobraram o salário

Pode-se dizer que a compra do alimento virou uma prática elitista. O consumo caiu pela metade, como aponta Zefiro Giassi, presidente da Rede Giassi, que possui um frigorífico próprio para abastecer as unidades. “O produto dobrou de preço, mas os consumidores não dobraram o salário. Antes, nós recebíamos 12 carretas de bois por semana, agora estamos em apenas seis. Foi uma queda de praticamente 50%”, afirma.

O empresário entende que os criadores de gado das regiões Norte e Centro-Oeste do país, de onde chegam as cargas, estão praticando o valor viável para suas produções, visto que eles também estão com um custo mais elevado de trabalho. “O milho está em mais de R$ 100 o saco, todos os produtos de soja também estão lá em cima em função da exportação. O produtor não tem condições de manter o preço que estava”, destaca.

Os reflexos foram sentidos no próprio Frigorífico Giassi. “Tivemos que reduzir a nossa equipe de forma considerável. A refrigeração para uma produção menor automaticamente acaba diminuindo a nossa rentabilidade também”, informa. O boi chega à região já abatido, em maior parte, dos estados do Acre, Mato-Grosso e Rondônia. “O agricultor que produz em grande quantidade está em uma fase muito boa, sorrindo à toa. A ração está mais cara do que nunca”, arremata.

Com informações do site TNSul

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