Economia

Preço do suíno preocupa produtores da Região Sul

Foto: Divulgação

Os primeiros meses de 2017 mostram um cenário favorável para a exportação de suínos e Santa Catarina já fatura 45,5% a mais do que no mesmo período de 2016.

Entre janeiro e maio deste ano, o Estado embarcou 113,2 mil toneladas de carne suína, arrecadando US$ 266,9 milhões. Na região do Vale do Braço do Norte, porém, os produtores estão em alerta.

Isso porque segundo o presidente do Núcleo Regional Sul da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Adir Engel, o preço do quilo do porco, antes em R$ 4, já está no momento a R$ 3,10, e deve chegar a R$ 3 na próxima semana.

“Esse preço, com a soja a R$ 1.130 a tonelada e o milho a R$ 31 a saca, fica preocupante para o produtor, que, em função das dificuldades vivenciadas no ano passado, não teve tempo para fazer caixa, ou seja, não tem uma gordura para este momento de baixa”, aponta.

Dessa forma, mesmo com as boas notícias das exportações em ascensão, os produtos da região estão preocupados com os próximos meses.

“A exportação realmente deve crescer. Sabemos que a Coreia deve comprar, e bastante. Ou seja, a tendência é de melhora, mas a questão é que esses trâmites muitas vezes demoram, então nós não sabemos quando vai abrir este espaço no mercado, que deve incrementar as vendas. Por isso, neste momento, nossos produtores estão com o sinal de alerta ligado”, diz Adir.

Em maio, as exportações de suínos chegaram a 20,3 mil toneladas, uma queda de 4,5% em relação a abril. O faturamento foi de US$ 52 milhões, 12,2% a mais do que em maio de 2016. Os principais mercados para carne suína catarinense são a Rússia, China e Hong Kong, que juntos responderam por 67,2% das exportações do Estado em 2016.

COREIA DO SUL

Para ampliar ainda mais suas exportações, Santa Catarina espera vender carne suína também para a Coreia do Sul, um dos maiores compradores mundiais do produto in natura. Só em 2016, o mercado sul-coreano importou 615 mil toneladas de carne suína produzida em outros países e a previsão é de que esse número chegue a 630 mil toneladas este ano. Inicialmente, Santa Catarina espera vender, pelo menos, 30 mil toneladas do produto para aquele país.

Com informações do Jornal Diário do Sul

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