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Prefeito de Capivari de Baixo tinha R$ 80 mil em espécie em casa

O STJ negou o habeas corpus ao gestor do município Vicente Correa Costa, que segue preso. A Operação Mensageiro apura um suposto esquema de corrupção na coleta e destinação de lixo em Santa Catarina

Foto: Internet/Reprodução/ND

O prefeito afastado de Capivari de Baixo, Vicente Correa Costa, vai continuar preso. Isso porque, o pedido de habeas corpus impetrado por sua defesa acabou negado pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Jesuíno Rissato. No cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do prefeito, foram apreendidos R$ 80,5 mil em espécie, quantia que Vicente justificou ser oriundo da medicina, profissão que aparentemente deixou de exercer em janeiro de 2021.

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Outros dois prefeitos detidos na operação Mensageiro também deram entrada em ação judicial para ganhar a liberdade: Deyvisonn da Silva de Souza, de Pescaria Brava; e Luiz Henrique Saliba (Papanduva), mas ainda aguardam julgamento.

A Operação Mensageiro realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), do Ministério Público de Santa Catarina, apura um suposto esquema de corrupção na coleta e destinação de lixo em Santa Catarina e resultou na prisão de sete prefeitos, além de servidores públicos e empresários catarinenses.

Para o ministro do STJ, a decisão da prisão preventiva determinada pela desembargadora do Tribunal de Justiça de Santa Catarina Cinthia Beatriz da Silva Bittencourt Schaefer se considera válida, e evidencia a “existência de complexa organização criminosa envolvendo agentes públicos e políticos no Estado de Santa Catarina” voltada à fraudar licitações e contratos de prestação de serviços públicos, havendo indícios da prática, ao menos, dos crimes de fraude à licitação, corrupção passiva e organização criminosa.

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Vicente é acusado de receber, mensalmente, R$ 5 mil da empresa Serrana Engenharia, responsável pela coleta de lixo no município. Uma planilha de propinas recuperada dos arquivos da empresa mostrou supostos pagamentos ilícitos em 2022 no montante de R$ 28.854,86 para agentes públicos de Capivari de Baixo.

Defesa

A defesa do prefeito afastado sustentou que no processo há ausência de prévia oitiva da defesa e o contraditório, conforme prevê o art. 282, § 3º, do Código de Processo Penal.

Alegou ainda que não estão presentes os requisitos para o deferimento da custódia cautelar e que não haveria “contemporaneidade entre a medida e os supostos fatos delitivos imputados ao prefeito”.

Com informações do ND+

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