Trânsito

Prefeitos e vereadores do Sul se posicionam contra praças de pedágio na BR-101

O empreendimento prevê investimentos de R$ 6,5 bilhões, sendo R$ 2,9 bilhões em investimentos e R$ 3,6 bilhões em custos operacionais nos 30 anos de concessão.

Foto: Guilherme Hahn / Especial

A audiência pública dessa quinta-feira (18), em Criciúma, deve ser marcada pela oposição de políticos do Sul de Santa Catarina à intenção da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT em permitir a instalação de quatro postos de pedágio na BR-101, entre Laguna e São João do Sul.

O assunto já foi discutido em reuniões nas associações de municípios da Região Carbonífera – Amrec e Extremo-Sul – Amesc. O foco será a participação na audiência pública dessa quinta-feira, às 14h, no Sisos Hall, em Criciúma. Nesta quarta, a audiência ocorre em Florianópolis.

“Nossa intenção é unir forças com a classe empresarial, comércio e todas as prefeituras do Sul para que possamos defender nossos interesses. Existe uma grande preocupação com os municípios que margeiam a com a BR-101, como Criciúma, Morro da Fumaça e Içara” antecipou o prefeito de Siderópolis e presidente da Amrec, Hélio Cesa – MDB.

O prefeito de Sombrio e presidente da Amesc, Zênio Cardoso – MDB, levou o assunto à discussão com outros prefeitos do Vale do Araranguá. Os vereadores de Criciúma aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à ANTT contra os quatro pontos de cobrança.

Entenda a concessão

O preço máximo estabelecido para automóveis de passeio é de R$ 3,98 para cada praça de pedágio. Motos pagam a metade e veículos pesados com seis ou mais eixos pagam até seis vezes o valor. Os valores estabelecidos no edital têm como data base o mês de novembro de 2016 e serão reajustados anualmente.

O trecho a ser concedido tem 220 quilômetros de extensão e passa pelos municípios de Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Capivari de Baixo, Tubarão, Jaguaruna, Criciúma, Araranguá, Sombrio e São João do Sul. Segundo a ANTT, o empreendimento prevê investimentos de R$ 6,5 bilhões, sendo R$ 2,9 bilhões em investimentos e R$ 3,6 bilhões em custos operacionais nos 30 anos de concessão.

Com informações do site NSC Total

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