A operação foi deflagrada no município onde o crime ocorreu
Foto: CBMSC e Polícia Civil, Divulgação
A Polícia Civil e a Polícia Militar de Santa Catarina prenderam, na manhã desta quarta-feira (25), dois homens suspeitos de envolvimento na morte de quatro jovens cujos corpos foram encontrados carbonizados dentro de um carro em São João Batista, na Grande Florianópolis. Um dos detidos seria o mandante do crime, conforme revelou o delegado Cristiano Sousa, responsável pelas investigações. O outro é apontado como o proprietário do veículo incendiado.
A operação foi deflagrada no município onde o crime ocorreu. Segundo a polícia, outros três suspeitos já foram identificados, mas conseguiram fugir antes das prisões e seguem foragidos. A motivação do crime, de acordo com as autoridades, está ligada a acertos de contas relacionados ao tráfico de drogas na região. O caso segue sob sigilo judicial.
Relembre o caso
O crime chocou moradores de São João Batista no último dia 17 de maio. Por volta das 21h40min, um carro em chamas foi localizado na Estrada Municipal Timbezinho, no bairro Timbezinho. Testemunhas relataram ter escutado gritos e, em seguida, uma explosão. Ao conterem o incêndio, os bombeiros encontraram os corpos carbonizados de quatro jovens com idades entre 18 e 22 anos.
Investigações apontam que as vítimas teriam sido mortas em outro local e depois colocadas no carro para simular o incêndio. Três corpos estavam no porta-malas e um no banco traseiro. Segundo o delegado Cristiano Sousa, os corpos estavam desmembrados, o que indica brutalidade extrema. A polícia suspeita que as vítimas tenham sido assassinadas com o uso de facas e pedaços de madeira.
Quem eram as vítimas
As quatro vítimas tinham ligações diferentes com o município e históricos variados:
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Tieisson Ramon de Oliveira, natural de Estância Velha (RS), morava em São João Batista. Não possuía registros policiais.
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Gabriel de Azevedo Pereira, 20 anos, natural de Tijucas, também vivia na cidade. Tinha passagem por tráfico de drogas.
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Gabriel Salomão de Sousa, 19 anos, natural de Porto Alegre (RS), residente em São João Batista, com registro por infração de menor potencial ofensivo.
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Guilherme Vinicius Bittencourt, 18 anos, de Gravataí (RS), também morava no município. Tinha histórico de crime contra o patrimônio.
As investigações continuam, e a polícia segue na busca pelos três suspeitos foragidos. O caso segue cercado de mistério e violência, com indícios claros de envolvimento com o crime organizado local.