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Problemas da indústria cerâmica têm resolutividade apoiada por ações do LabSatc

Equipe técnica está em constante atualização para dar suporte às demandas que chegam

Divulgação

A indústria cerâmica, assim como outros setores produtivos, está em movimento constante de atualização e busca de melhorias em processos. Questões como redução na emissão de gases, controle da combustão para manter o alto nível de qualidade dos produtos e a calibração de instrumentos são itens que fazem parte da rotina do segmento. Some-se a isso o design arrojado e os produtos inovadores que fizeram da indústria cerâmica brasileira a terceira maior em produção mundial.

Dentro da visão estratégica dos negócios, a sustentabilidade é uma das pautas que vem sendo defendida pela Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmicas para revestimentos, louças sanitárias e congêneres (Anfacer) nos últimos dez anos. Um setor com mais de 90 empresas e que é responsável por mais de 225 mil empregos diretos e indiretos.

Nos últimos anos, o segmento observa os momentos em favor da redução de emissões e tem se preparado para contribuir. Hoje, o setor cerâmico brasileiro é responsável pela produção de 790 milhões de metros quadrados. Para alavancar essa indústria, em 1998 utilizava 12,7% de gás natural como combustível no processo de fabricação. Conforme dados da Anfacer, em 2016, esse índice foi elevado para 98%, uma demonstração de atualização do parque fabril.

Estar atenta a todos os pontos que envolvem a produção, a indústria cerâmica observa fatores que iniciam já com a escolha de uma matéria-prima de qualidade, que pode impactar, negativa ou positivamente, o produto final. Assim, o cuidado com a escolha e caracterização das matérias-primas é fundamental desde o início, para evitar defeitos na peça cerâmica.

Para dar suporte ao setor, os Laboratórios do Centro Tecnológico Satc (CTSatc) estão em constante processo de aperfeiçoamento. “Sabemos o quanto a composição química da matéria-prima inicial é fundamental para obtenção desta qualidade no produto final, por isso, oferecemos serviços como difração de raio-x, fluorescência de raio, microscopia eletrônica de varredura, dentre outras técnicas que identificam, quantificam exatamente as características dos materiais”, ressalta a gerente técnica do LabSatc, Priscila dos Reis Martins.

Contribuindo ainda mais com a sustentabilidade, o setor cerâmico criou a iniciativa Anfacer + Sustentável. São ações conjuntas que envolvem temas como água, energia, emissões e destinação de resíduos, observando toda a cadeia produtiva. “Nesse processo, nossos laboratórios estão preparados para dar o suporte necessário a questões primordiais do cotidiano da indústria, como a avaliação atmosférica, analisando o material particulado que é emitido nas chaminés de caldeiras”, reforça a coordenadora.

A equipe técnica do LabSatc ainda atua com análise de águas e efluentes deste segmento industrial, e faz o monitoramento dos óleos isolantes que são utilizados nos transformadores das subestações. Também realiza a calibração de equipamentos como paquímetros, trenas, termostatos, placa padrão, entre outros, que auxiliam no controle de processos para que o produto final mantenha a qualidade.

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