A compra de maçã chinesa é uma das pautas do ministro da agricultura em visita à China
Foto: Epagri/Divulgação
Os produtores de maçã de Santa Catarina, por meio da Secretaria Estadual de Agricultura, solicitaram ao Ministério da Agricultura, em Brasília, que a fruta não seja negociada entre o Brasil e a China. A importação da maçã é um dos assuntos que o ministro Carlos Favaro discute naquele país, nesta quinta-feira (23). Ele está em Pequim, com um grupo de empresários.
O medo do setor é que a compra do produto traga a desvalorização para o mercado nacional e Santa Catarina é o maior produtor brasileiro de maçã. Alguns produtores acreditam que isso pode levá-los a desistir de cultivar a fruta.
Outro problema que a Secretaria de Articulação Internacional mencionou é o risco sanitário. As maçãs vindas da China podem trazer pragas e doenças que não existem mais nas plantações daqui.
“Há mais de 40 doenças ou pragas que foram erradicadas do Estado, com esforço e cuidados sanitários, em especial a traça da maçã, que faz décadas que sumiu. A produção hoje é sem agrotóxico, com poucos defensivos. Quando você abre o mercado, corre o risco enorme que essas pragas sejam reintroduzidas no mercado”, explicou o secretário de Estado de Articulação Internacional, Juliano Froehner.
O impacto econômico pode ser grande, com o aumento da oferta do produto no país e principalmente porque os produtores investem muito para ter qualidade.
“Esse fato foi levantado na região produtora, em São Joaquim. Temos que levar em consideração os investimentos e o quanto foi trabalhado para ter um pomar de alta tecnologia. O gasto chega a R$ 150 mil por hectare, sem falar na terra. Existe uma preocupação econômica também, porque ter qualidade custa caro”, afirmou Juliano.
O Estado tem hoje cerca de 3 mil produtores de maçã, que corresponde a 48% da área plantada dessa fruta no Brasil, e produz 572 mil toneladas por safra.
Com informações ND+