Educação

Professor e criança

Foto: Divulgação

O mês de outubro é o mês de inúmeras comemorações, mas, dentre todas, merecem especial destaque: Professor e Criança, duas forças que movem o mundo. Na criança está a esperança de um futuro melhor; no professor a responsabilidade de formá-la para a inserção e atuação no mundo incerto que a espera. É impossível pensar uma nação sem escola, sem estudo e sem professor. Com fins definidos especificamente, surgiram essas duas comemorações tão significativas, passíveis de uma reflexão.

O dia da Criança é comemorado em várias partes do mundo, mas conta a história que no Brasil a ideia surgiu de um político no início do século XX, foi oficializada pelo então presidente da república, mas levou algumas décadas para ser comemorada. Inicialmente atendendo ao objetivo proposto, porém não demorou para que empresas fabricantes de brinquedos, estrategicamente, passassem a usar a data para comercialização dos seus produtos, transformando-a num dia de consumismo, deixando de lado sua essência.

O dia do Professor foi instituído em 15 de outubro de 1827, dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila, quando D. Pedro I baixou um Decreto Imperial criando o Ensino Elementar no Brasil. Porém, a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor só ocorreu120 anos após o referido decreto, por iniciativa de um professor de uma pequena escola em São Paulo, que teve a brilhante ideia de organizar uma parada para descanso e confraternização, analisar o trabalho até então realizado e traçar metas para a conclusão do ano letivo naquela unidade escolar.

A ideia tomou corpo, mas como aqui tudo é muito lento quando se pensa em educação, a data só foi oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963, dezesseis anos depois, definindo como essência e razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.

Será que a situação que vive o professor atualmente condiz com a essência do Decreto? A sociedade está enaltecendo a função e a importância do mestre? Os professores estão se dando o devido valor, impondo-se pela sabedoria, conscientes de que a influência deles vai além do imaginável? Em quantas escolas deste país imenso os professores em seu dia refletirão uma saída para o caos instalado na educação, a começar por sua escola? Ou entram na onda de que nada mais pode ser feito? Ou vão seguindo o fluxo que a mídia e a dominação impõem, que não há saída para a mudança?

Professores, a mudança é possível sim. Conquista-se gradativamente. As recentes eleições começam a nos mostrar isso. Vai demorar um pouco, mas quando as pessoas querem as coisas acontecem. Se o voto pode mudar os destinos do país, o professor pode mudar a qualidade da educação, pois ele é o ator que tem plateia todos os dias, e a grandiosidade do espetáculo depende dele.

Como educadora, quero neste espaço cumprimentar a todos os educadores lembrando-os que a matéria-prima do nosso trabalho é o maior presente de Deus, devendo ser trabalhado com esmero.

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