Educação

Professores manifestam indignação com o Estado em frente ao Colegião, em Criciúma

Protesto foi motivado após o envio de um documento que proíbe atos sindicais dentro das instituições

Aproximadamente 80 professores da rede de ensino estadual estiveram em frente à Escola Sebastião Toledo dos Santos (Colegião), de Criciúma, na tarde desta quarta-feira (18), para manifestar indignação com a proibição da realização de assembleias e atos sindicais dentro das instituições.

O protesto foi motivado após a Secretaria de Educação do Estado emitir um documento para as escolas, o qual além orientar os professores que teriam salários descontados se não cumprissem as horas efetivas, também proibia qualquer tipo de discussão sindical da categoria dentro das escolas.

Os professores chamaram essa atitude de "ditadora" e protestaram com cartazes como "Colombo! Ditadura nunca mais…", "O futuro depende da educação", "Queremos educação com decência, chega de enganação", entre outros.

De acordo com a coordenadora regional, Cintia dos Santos, do Sindicato dos Trabalhadores de Educação de Santa Catarina (Sinte) Regional de Criciúma, os professores realizariam uma assembleia na instituição, e foram barrados.

"Viemos aqui manifestar nossa indignação com essa decisão. O pessoal que está aqui é guerreiro, porque ontem fomos ameaçados e muitos estão com medo. Estamos impedidos de discutir a qualidade da educação dentro do nosso ambiente de trabalho", disse. Logo após o ato, conforme o Portal Engeplus, os professores se encaminharam para realizar a assembleia no City Club. 

Na assembleia regional de hoje a categoria deve discutir o posicionamento perante a possível greve que deve ser debatida ainda em assembleia estadual, no dia 24 deste mês. Amanhã, dia 19, conforme Cintia, haverá uma nova audiência de negociação com o Governado do Estado de SC. Os profissionais reivindicam a corporação do piso nacional, reajustado em 13% no mês de janeiro, e também pedem pela não retirada de direitos.

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