Saúde

Profissionais do HMISC de Criciúma ameaçam paralisar os serviços

Funcionários fizeram uma manifestação na manhã desta terça-feira, 22, reivindicando por melhores condições de trabalho

Divulgação

A possibilidade de paralisação dos funcionários do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC), já foi levantada. Cerca de 30 pessoas se reuniram em manifestação na manhã desta terça-feira, 22, reivindicando por condições adequadas de trabalho e cumprimento das férias. Os trabalhadores aguardam uma posição Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas).

Conforme relata o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (SindiSaúde), Cléber Cândido, além do descumprimento do direito às férias anuais, o trabalhador tem atuado com número reduzido de funcionários – principalmente na área de enfermagem -, não possui local adequado para descanso e sofre problemas na realização dos serviços ocasionados pela falta de materiais.

“Todas essas pautas foram enviadas previamente e não foram atendidas pelo Ideas, onde temos uma dificuldade enorme de diálogo e conversação. Caso não exista o encaminhamento, pensamos em chamar a assembleia para fazer uma paralisação, se necessário”, destacou o presidente do SindiSaúde.

Atualmente, o HMISC conta com aproximadamente 300 funcionários. Ainda conforme Cândido, o protesto reuniu poucas pessoas, pois os profissionais têm receio de se manifestar. O Ministério Público do Trabalho (MPT) tomou conhecimento da situação e solicitou que as demandas também sejam entregues ao órgão.

Em nota oficial enviada à imprensa, o Ideas alegou oferecer todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários e adequados aos funcionários e que em abril, as férias dos 27 colaboradores que possuem direito, serão retomadas.

“O Hospital Materno-Infantil Santa Catarina lamenta o transtorno causado à pacientes e funcionários por um grupo de manifestantes nesta terça-feira, na frente da instituição. À sociedade, o Hospital Materno-Infantil esclarece que, após as dificuldades enfrentadas no primeiro trimestre deste ano em razão do alto número de atestados médicos causados pela covid, em abril as férias começarão a ser retomadas normalmente, com 27 funcionários gozando deste direito. Sobre demais alegações apresentadas pelos manifestantes, o Hmisc oferece todos os EPIs necessários e adequados, oferecendo um ambiente laboral dentro das normas de segurança do trabalho. E especificamente sobre a dispensa de uma colaboradora, que seria dirigente sindical, a administração não tem conhecimento, até porque caso ela fosse dirigente sindical teria direito à estabilidade e não poderia ser desligada. O HMISC agradece a compreensão de todos e, especialmente, a sociedade pelo reconhecimento da qualidade de nosso trabalho”, encerra a nota.

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