Iniciativa une tecnologia, sustentabilidade e impacto social ao transformar o descarte eletrônico em oportunidade para a cidade.
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Criciúma passa a contar com uma tecnologia inédita no país para reciclar lixo eletrônico. O engenheiro mecânico Eduardo Rodrigues, especialista em manutenção eletrônica, desenvolveu um processo automatizado que desmonta placas e recupera metais de forma limpa, sem uso de produtos químicos na etapa inicial. A iniciativa foi selecionada em edital da Fapesc e receberá investimento total de R$ 1,2 milhão, que inclui a criação de um laboratório e o desenvolvimento de máquinas próprias para o setor.
A tecnologia tem potencial para mudar a realidade local: a cidade produz cerca de 1.560 toneladas de e-lixo por ano, e a maior parte ainda é descartada de forma incorreta. Com a nova rota de reciclagem, Criciúma pode transformar esse material em oportunidade econômica e gerar até 120 empregos nos próximos anos.
O projeto também tem impacto social. O Bairro da Juventude será parceiro direto e receberá 25% do material reciclado, garantindo renda para a instituição. Nesta primeira fase, o repasse será de R$ 50 mil. Para Eduardo, que foi atendido pelo Bairro na infância, a parceria tem significado especial.
O lançamento oficial acontece na terça-feira (16), às 10h, no Bairro da Juventude. A instituição destaca que a ação reforça seu compromisso com práticas sustentáveis e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
O programa é realizado pela Neocycle, com apoio da Fapesc.