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Projeto defende conservação do palmito na região Sul

Fruto da planta é fundamental para alimentação de aves da Mata Atlântica

Divulgação

Se falar da espécie “Euterpe edulis Martius” poucos vão saber do que se trata. Mas, quando se fala em palmito é diferente. O nome científico é da planta que é conhecida e muito comum na Mata Atlântica. Pelo menos era comum. Foi o desaparecimento gradativo em algumas cidades do Sul Catarinense que despertou o interesse dos pesquisadores do Centro Tecnológico Satc (CTSatc). Eles aprovaram e colocaram em prática o “Projeto Palmito: conservando e recuperando a biodiversidade da espécie na Mata Atlântica Sul”.

Os estudos, que iniciaram no final de 2021, receberam recursos na ordem de R$ 190 mil e foram aprovados em edital de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Eletrosul. “Essa espécie, conhecida como palmito juçara, é nativa da nossa região, mas está ameaçada de extinção. Ela tem grande importância ecológica, porque representa uma fonte de alimento para aves e outros animais, já que frutifica no inverno”, explica o pesquisador e biólogo do CTSatc, Mauro Zavarize.

O projeto está dividido em duas frentes de trabalho. Numa delas, os pesquisadores percorrem as áreas de mata em busca da planta. São três as cidades que envolvem os estudos, Morro Grande, Nova Veneza e Siderópolis. Na primeira, a planta ainda é encontrada naturalmente. “Já na área que visitamos em Nova Veneza está escasso. Andamos bem e não encontramos o palmito”, comenta o pesquisador e engenheiro agrônomo Daniel Pazini Pezente.

A ida a campo, ou melhor, à mata, permite que o grupo identifique as matrizes de onde serão coletadas as sementes. Elas vão auxiliar na produção de 10 mil mudas, que depois vão ser plantadas justamente nas áreas onde há ausência do palmito.

Outra linha de atuação prevê o trabalho de conscientização com as comunidades adjacentes. “Vamos atuar junto às escolas, associações de moradores, guias de turismo e outras organizações para reforçar a importância da planta na biodiversidade da Mata Atlântica”, afirma Pezente. Esses agentes de transformação já são identificados pela equipe.

Além disso, os pesquisadores defendem um manejo mais sustentável. A polpa do fruto da palmeira, que é o açaí, pode ser um desses usos. Hoje, o que as pessoas consomem é a folha jovem, em formação. E, para isso, precisa cortar a planta inteira. Em Morro Grande, na Escola Ana Machado Dal Toé, o fruto já é experimentado em sucos e farinhas, dando sabor a bolos e pães.

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