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Projeto Estufa Hidropônica pode ser levado para África

Com o início do ano letivo, começa também a segunda fase do projeto da Estufa Hidropônica da Unisul.

Foto: Divulgação

Com o início do ano letivo, começa também a segunda fase do projeto da Estufa Hidropônica da Unisul. Os pesquisadores estão estudando o desenvolvimento de um módulo de produção hidropônico domiciliar. Desse modo será possível que as pessoas tenham em seu próprio quintal um modelo da estufa. A nova fase do projeto também chamou a atenção do ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Benny Dembitzer, que deseja levar, caso os resultados sejam promissores, os módulos para países da África, como Malawi e Nigéria.

A estufa hidropônica, uma parceria entre a Unisul e a Universidade de Cambridge, na Inglaterra, é um projeto que visa a sustentabilidade, já que sua produção pode resultar em uma economia de até 90% de água. “O projeto é relativamente simples, mas que possui um impacto muito grande, tendo em vista que você consegue produzir alimentos em regiões onde as pessoas têm dificuldade em conseguir alimentação saudável, onde têm escassez de água e falta de energia elétrica”, esclarece o professor Celso Albuquerque, responsável pelo projeto.

A próxima etapa do projeto é implementar estes pequenos módulos em algumas residências na cidade de Tubarão. A previsão é que em julho já estejam prontas as estufas. Segundo Celso, serão produzidos cinco a oito módulos para famílias que residem em comunidades mais afastadas. “Faremos também uma capacitação destas pessoas com relação a produção e manuseio. Haverá também o acompanhamento da evolução das pessoas e da produção”, reforça Celso.

Interesse do ganhador do Nobel da Paz

O professor Benny Dembitzer possui vários trabalhos na África Subsaariana e demonstrou interesse nos módulos individuais que estão sendo desenvolvidos na Unisul. Segundo o professor Baltazar Guerra, coordenador do Centro de Desenvolvimento Sustentável (Greens) da Unisul, há a possibilidade de levar este projeto para o continente africano. “Nós temos essa ambição. A ideia é que as famílias possam produzir seus próprios alimentos, em uma região que tem escassez de água. Por consequência estaremos reforçando a segurança alimentar, a preservação da água e a importância da produção dos alimentos”, esclarece.

A estufa

O projeto da estufa hidropônica foi inaugurado em 2018 e desde então vem trazendo bons resultados: aproximadamente dois mil pés de alface são colhidos por mês. De acordo Baltazar, a parceria com a Universidade Cambridge reforça o caráter social da Unisul. “Nossa missão como universidade comunitária é gerar um impacto positivo nas comunidades, o que nos inspira a fazer projetos como esse”, ressalta.

A Estufa Hidropônica Solar é um modulo piloto, desenvolvido no âmbito do o Projeto Bridge, fomentado pela da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Fundo Newton e Research Councils United Kingdom (RCUK) e que reúne a Universidade de Cambridge e a Unisul.

Colaboração: Comunicação Unisul

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