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Propriedade de Lauro Müller faz experiência para produzir azeitonas

30 mudas de oliveira foram plantadas na propriedade da família Rigon

A propriedade da família Rigon, localizada entre os Cânions da Serra do Rio do Rastro, no município de Lauro Müller, tem atraído olhares de muitas pessoas que buscam o contato com a natureza e a visão de cenários paradisíacos. O local, além de inúmeros atrativos de lazer, possui ainda dezenas de espécies de vegetação, flores exóticas e árvores frutíferas. A partir de agora a propriedade conta também com a plantação de oliveiras, exportadas de seis países.

A conquista das árvores se deu através da Epagri, que importou 20 variedades de seis países para fazer teste no Estado de Santa Catarina. Sete municípios do Estado foram selecionados para receberem as plantas e fazerem a experiência.

Conforme o técnico da Epagri de Lauro Müller, Paulo César Freiberger, as 30 mudas trazidas para o município, haviam sido plantadas na cidade de Urussanga, porém a baixa altitude não permitiu que as árvores produzissem frutos. “Como nosso município está em um ponto mais elevado, acreditamos que a possibilidade de produção aqui é maior. Escolhemos a propriedade da Família Rigon por estar a 800 metros acima do nível do mar, uma altura que é indicada para produzir”, explica o técnico.

Atualmente, produzir azeitonas no Brasil é um desafio. Porém, em Chapecó a experiência da Epagri já deu resultados. Das 200 mudas plantadas no ano passado, 180 estão completamente carregadas de frutos. “Agora é a hora de fazermos o teste em nosso município. Quem sabe a produção de azeitonas venha fazer parte da economia de nosso município”, destacou Freiberger, acrescentando que a expectativa é de que entre cinco e oito as oliveiras plantadas em Lauro Müller já estejam dando frutos.

As mudas plantadas na propriedade da Família Rigon, são oliveiras destinadas à extração de óleo e outras específicas para a produção de conserva de azeitonas. O projeto, idealizado pela Epagri, teve início em 2006 com o plantio de mudas vindas de países como Espanha, Portugal, Chile, Grécia, Israel e Itália.

A pequena produção do Brasil torna o produto final – azeitonas in natura e o azeite – com o valor alto demais. A expectativa da Epagri é fazer que Santa Catariana se torne um grande produtor nesta área.

O empresário Mercilo Rigon, que há cinco anos vem preparando a propriedade para exploração do turismo, ficou feliz em receber as mudas de oliveira e em saber que sua propriedade poderá se tornar o primeiro local da Região Carbonífera a produzir azeitonas. “Estamos fazendo o melhor possível para que essas plantas produzam frutos. Além de ser mais um atrativo em nossa propriedade, se der certo pode ser uma nova alternativa de plantio também para o município”, ressalta Mercilo.

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