Segurança

Protetora detalha caso de estupro contra cachorro em Criciúma: “Uma cena difícil”

Animal foi encontrado sangrando muito no centro da cidade. ONG cobra mais segurança e ações contra maus-tratos.

Foto: Reprodução Redes Sociais

Um caso de extrema violência contra um cachorro mobilizou protetores e moradores do centro de Criciúma, na Rua João Pessoa. O animal foi resgatado no fim de semana com sinais de abuso sexual em um terreno próximo à Praça Nereu Ramos. A denúncia foi feita pela ONG PIPA (Protetores Independentes da Praça), que registrou boletim de ocorrência e acompanha o caso junto à Polícia Civil.

De acordo com a representante da ONG, Rosane Machado de Andrade, o cachorro foi encontrado por voluntárias após um pedido de ajuda feito por uma moradora da região. “Ele estava caído dentro de um cercado, com sangramento e sem conseguir se levantar. A princípio, achamos que pudesse ser briga entre cães, mas a veterinária confirmou que o animal havia sido violentado. O ânus estava dilacerado, foi uma cena muito difícil”, lamentou.

O cachorro foi levado imediatamente a uma clínica veterinária. Segundo Rosane, a equipe tentou colher material para exame, mas o sangramento excessivo impediu a coleta. Apesar dos ferimentos graves, o animal sobreviveu e está se recuperando bem. Agora, foi adotado pela mesma mulher que resgatou uma fêmea do local. “Eles se chamam Eduardo e Pretinha. Estão juntos e sendo cuidados com muito carinho”, contou.

Foto: Reprodução Redes Sociais

A protetora afirma que o caso não é isolado. Desde 2018, a ONG relata ocorrências de maus-tratos na região central de Criciúma. “Já tivemos cachorro esfaqueado, apedrejado, chutado e agora esse estupro. É revoltante. Isso acontece a poucos metros do lugar mais caro da cidade, em uma área de grande circulação de pessoas”, disse.

Rosane também critica a falta de segurança e pede fiscalização mais rigorosa. “A Rua Coberta virou alojamento. Há pessoas em situação de rua que precisam de apoio, mas também há marginais que agridem os cães e ameaçam quem tenta ajudar. A gente não quer aparecer, quer que o problema apareça. A lei existe, mas continua só no papel”, afirmou.

O boletim de ocorrência foi registrado e o caso será investigado pela Delegacia Regional de Criciúma. A ONG espera que o autor seja identificado e responsabilizado.

“Essas situações são sinais de alerta. A violência contra animais é o reflexo de uma sociedade adoecida. Quem é capaz de fazer isso com um cachorro pode fazer com uma pessoa. A gente não pode se calar”, concluiu Rosane.

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