Educação

Refletindo a violência contra a mulher

A professora e colunista Ana Maria Dalsasso questiona os leitores sobre o real papel da mulher na sociedade, em meio ao casos de agressões registrados nos últimos dias em todo o país.

Foto: Divulgação

Flores, jantares, festas, carinhos, mensagens, declarações de amor, presentes… É o dia internacional da mulher, dia de festejar este ser humano espetacular com capacidade de ser muitas pessoas numa só, com uma multifuncionalidade invejável na realização de suas tarefas, além da responsabilidade de gerar vidas, por elas responsabilizando-se eternamente…

Apesar de sabermos que boas leis existem, faltando apenas o cumprimento delas.

Mas, será que este dia é para festas, ou para reflexões sobre a situação da mulher, sua condição humana, social, econômica? Será que todos os dias do ano as mulheres têm seus direitos respeitados? Ou continuarão sujeitando-se a homenagens que não condizem com a realidade em que vivem?

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O Brasil é o quinto maior país do mundo que mais mata mulheres apenas por elas serem mulheres. Diariamente acompanhamos atrocidades praticadas contra a mulher pelo simples fato de ser mulher, chegando-se a necessidade da criação de uma nova legislação para dar mais visibilidade ao problema.

A agressão produz cicatrizes no coração da mulher, marcando-a para sempre.

A Lei nº 13.104/2015, sob a nomenclatura de Lei do Feminicídio, foi criada para que, junto à Lei Maria da Penha, considerada umas das três mais completas e avançadas do mundo, possa haver um maior controle e punição rígida aos assassinos. Apesar de sabermos que boas leis existem, faltando apenas o cumprimento delas.

Sabemos que a mulher evoluiu muito nos últimos anos em vários sentidos: como mãe, esposa, profissional, conquistando espaços outrora impossíveis, mas ainda há muitos obstáculos a superar, dentre eles o medo. Diariamente no Brasil centenas de mulheres sofrem algum tipo de violência: física, verbal, moral, profissional… Pela sensibilidade própria da natureza feminina a agressão, independente da forma, produz cicatrizes no coração da mulher, marcando-a para sempre.

Na maioria das vezes, antes de ser assassinada a mulher já passou por todo o ciclo de violência. A quase totalidade dos crimes ocorre quando a mulher quer deixar o relacionamento e o homem é incapaz de aceitar. Ela cansou de ser submissa e quer ter vida própria.

Basta a mulher querer romper o relacionamento para ser espancada, assassinada, mutilada.

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A cada hora no Brasil centenas mulheres são vítimas de agressão física, além de agressão verbal, ofensa sexual, ameaça com faca ou arma de fogo, assédio e abuso sexual, nos lares, nas ruas, nas escolas, em transporte público, enfim não existem fronteiras para que a mulher seja violentada. Mais de 12 mil mulheres são agredidas por dia, muito embora ainda exista grande número delas que prefere se manter no anonimato por medo ou vergonha de denunciar.

O que temos visto nos últimos tempos por parte dos homens em não aceitar a recusa de uma mulher é impressionante. Basta a mulher querer romper o relacionamento para ser espancada, assassinada, mutilada. Que tipo de homem é este que considera a mulher propriedade sua? Que covarde é este que não se garante diante de uma recusa? Se diz tão macho, mas só se garante matando?

Homem, se sua companheira não lhe quer mais, deixa-a seguir seu caminho, da mesma forma que você seguirá o seu, caminhando ambos em busca da felicidade.

Mulher, lembre-se: não és uma princesa de contos de fadas, não és o dito “sexo frágil”, és apenas um ser humano sensível e forte, com forças que maravilham os homens, muito embora eles não admitam.

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