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Reforma da Previdência pauta Grito das Mulheres na praça, em Criciúma

Sindicatos e entidades da Região se reúnem em Criciúma para falas contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 287/2016

Reforma da Previdência pauta Grito das Mulheres na praça, em Criciúma

Foto: Bruna Borges/DN

A proposta do governo federal para Reforma da Previdência pautou o Grito das Mulheres, ato realizado na Praça Nereu Ramos na tarde desta quarta-feira (8). Participaram da ação o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma (Siserp), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina (Sinte/SC), outros sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), Comissão da Mulher Advogada da OAB Criciúma, ONG Movimento Mulher e movimento de mulheres negras.

Os alunos das escolas de Criciúma foram dispensados às 15h para que as professores pudessem participar do ato. “O que estamos discutindo aqui também impacta os nossos jovens. Lutamos contra a Reforma da Previdência”, explicou a presidente do Siserp, Jucélia Vargas Vieira de Jesus.

Moções e abaixo-assinado

Integrante do Fórum Catarinense Contra a Reforma da Previdência, o sindicalista Ailson Valentim destacou que o grupo está visitando as câmaras de vereadores da Região para pedir moções de apoio à causa. “As moções serão encaminhadas aos deputados federais e senadores. Estamos fazendo um abaixo-assinado na praça também desde ontem (terça-feira)”, disse Valentim.

Durante o Grito das Mulheres foram distribuídos panfletos pela CUT com explicações sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 287/2016 com os números de telefones e e-mails dos deputados e senadores. “Vamos reivindicar junto aos nossos deputados da Região: Geovania de Sá, Jorge Boeira e Ronaldo Benedet”, recomentou o sindicalista, dizendo que a proposta não faz diferenciação entre homens e mulheres, sendo que as mulheres têm múltiplas jornadas de trabalho, dentro e fora de casa, além de terem filhos.

A representante da ONG Movimento Mulher, Doroteia Macaneiro, considerou que neste 8 de março as mulheres não têm nada a comemorar. “Quando a crise vem, as minorias são as primeiras a terem seus direitos atacados”, observou.

Com informações do Portal DNSUL

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