Segundo registro da espécie serelepe reforça a importância da Mata Atlântica preservada no Sul de SC.
Foto: Esther Leofer
Um raro registro do esquilo serelepe, também conhecido como caxinguelê, foi feito em Cocal do Sul na segunda-feira, dia 12, na região do Rio Perso, e divulgado pelo biólogo e professor Vitor Bastos (@vitorbastos123). O flagrante foi registrado em vídeo pela moradora Esther Leofer e chama atenção por se tratar apenas do segundo registro fotográfico da espécie dentro da área de pesquisa do especialista, reforçando a importância dos fragmentos de Mata Atlântica preservados no município.
Para assistir ao vídeo, click aqui.
O animal, identificado como Guerlinguetus ingrami, é típico da Mata Atlântica, possui hábitos diurnos, vive predominantemente nas copas das árvores e se alimenta de frutos, sementes e pequenos insetos. Segundo Vitor Bastos, a dificuldade de observação torna cada registro ainda mais relevante.
“A gente pode estar andando pelas matas da região e nem imaginar que existem esquilinhos em cima das árvores. Por isso, filmagens como essa são raras e muito especiais”, afirmou.
De acordo com o biólogo, o vídeo chegou até ele enquanto participava, ao vivo, de um programa de rádio. “Eu recebi a mensagem da Esther dizendo que um esquilo tinha aparecido na casa dela, justamente em uma área próxima de onde foi registrada a onça-parda, em agosto de 2025”, relatou. Para ele, a coincidência reforça o potencial ambiental do município.
Para receber em tempo real as principais notícias que impactam a nossa região,
entre no grupo de WhatsApp do Sul in Foco clicando aqui.
O biólogo destaca que Cocal do Sul reúne características essenciais para a manutenção da fauna silvestre. “É uma cidade muito rica em biodiversidade, com áreas de mata bem preservadas e cursos d’água ainda limpos. Isso permite a presença de espécies exigentes ambientalmente, como a onça-parda e agora novamente o esquilo serelepe”, explicou.
Além do encanto visual, o esquilo desempenha um papel ecológico importante. Ao transportar e enterrar sementes, contribui diretamente para a regeneração da floresta.
“Cada novo registro mostra que esses fragmentos de mata seguem vivos e funcionando. É um sinal positivo para o equilíbrio ambiental da região”, pontuou o pesquisador.
O biólogo ainda ressalta a importância da participação da comunidade na documentação da fauna. “A colaboração dos moradores é fundamental para a educação ambiental e para ampliar o conhecimento científico, não só em Santa Catarina, mas em todo o Brasil”, afirmou. Ele pede que pessoas que tenham novos registros da espécie entrem em contato pelo perfil @faunanativacriciuma, no Instagram, contribuindo para o monitoramento e preservação da biodiversidade local.