Necropsia aponta possível afogamento como causa da morte e revela presença de resíduos plásticos no sistema digestivo.
Foto: Divulgação
Um saco inteiro de “chup-chup” foi encontrado no estômago de uma tartaruga-verde (Chelonia mydas) localizada sem vida em Balneário Arroio do Silva durante o fim de semana. A descoberta foi feita durante a necropsia realizada pela equipe da Educamar nesta semana e reforça o alerta sobre o impacto do lixo no ambiente marinho.
Além do saco plástico, o exame identificou linhas de pesca e fragmentos de embalagens, entre eles parte do invólucro de um salgadinho de milho. Os resíduos estavam no sistema gastrointestinal do animal.
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De acordo com a médica veterinária da Educamar, Ceres Gomes Vaz, a possível causa da morte foi asfixia por afogamento. “Havia conteúdo espumoso na traqueia e nos brônquios, um sinal característico desse tipo de ocorrência”, explicou.
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Embora o laudo técnico indique o afogamento como causa provável, a presença de resíduos sólidos chama atenção para um problema recorrente no litoral. Segundo a coordenadora de pesquisa da Educamar, Suelen Santos, “um simples saco plástico deixado na praia pode parar no estômago de uma tartaruga”. Ela reforça que “o descarte correto do lixo é fundamental para proteger a vida marinha”.
A orientação é que, ao encontrar animais marinhos encalhados entre a Barra do Rio Araranguá e a Barra do Rio Mampituba, a população entre em contato com a Educamar pelo telefone 0800 641 5665.
O registro integra o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas, exigência do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama para atividades de pesquisa na região.
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