Saúde

Santa Catarina confirma primeiro óbito por dengue de 2021

Os últimos registros de morte por dengue no estado foram em 2016.

Foto: James Gathany/CDC

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC), confirma o primeiro óbito de dengue no estado em 2021. O caso foi registrado no município de Joinville, norte do estado. Um homem, de 49 anos, morreu no mês de abril em decorrência de complicações causadas pela doença.

Os últimos registros de morte por dengue em Santa Catarina foram em 2016, nos municípios de Chapecó e Pinhalzinho, no Oeste. Portanto, no total, são três óbitos causados pela doença no estado. Nessa quinta-feira, 6, representantes da DIVE/SC estiveram reunidos com a equipe da prefeitura de Joinville, técnicos das vigilâncias epidemiológica e ambiental e com a equipe da Regional de Saúde do município. Durante as reuniões, as ações de controle do mosquito Aedes aegypti e de orientação à população foram discutidas e alinhadas.

“A Regional de Saúde já faz a aplicação de inseticida a Ultra Baixo Volume (UBV) nas áreas com casos confirmados no município. Isso serve como uma ação complementar às atividades já realizadas pelos técnicos da prefeitura. É importante e necessário que todos façam sua parte para evitar locais que possam servir de criadouros para o mosquito. E que a população denuncie ao município locais que possam estar servindo de criadouro para o Aedes aegypti”, alerta Ivânia Folster, gerente de zoonoses da DIVE/SC.

Situação em SC

De acordo com o último boletim divulgado pela DIVE/SC, e com dados registrados até o dia 1º de maio, o estado já tem 112 municípios infestados pelo Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, zika e chikununya. Além disso, 3.374 casos de dengue já foram confirmados. A maioria deles (3.237 – 96%) são autóctones, ou seja, com transmissão dentro do estado.

Joinville está em epidemia de dengue e concentra 87,6% dos casos autóctones do estado, o que representa uma taxa de incidência é de 474,5 casos por 100 mil/hab. “A Organização Mundial da Saúde define o nível de transmissão epidêmico quando a taxa de incidência é maior de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes”, explica Tharine Dal-Cim, bióloga da DIVE/SC.

Eliminar os criadouros

Para o diretor de Vigilância Epidemiológica de SC, João Augusto Brancher Fuck, eliminar os possíveis criadouros do mosquito continua sendo a melhor forma de prevenir as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. “São ações simples, como eliminar corretamente o lixo, não acumular entulho no quintal, manter as caixas d’água fechadas, as calhas limpas e outras pequenas atitudes que se forem feitas semanalmente, o mosquito não se reproduz”, enfatiza o diretor.

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti:
• evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
• guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
• mantenha lixeiras tampadas;
• deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
• plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
• trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
• mantenha ralos fechados e desentupidos;
• lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
• retire a água acumulada em lajes;
• dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
• mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
• evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
• denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
• caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.

Colaboração: ASCOM Dive

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