Litoral

Santa Catarina libera algumas áreas para a comercialização de moluscos

Foto: Divulgação

Desde a última quinta-feira (19) está proibida a comercialização e consumo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões devido a presença de toxina paralisante no litoral de Santa Catarina.

A interdição total das áreas ocorreu de forma preventiva após a detecção de uma amostra positiva para a toxina paralisante (PSP) na carne mexilhões no município de Porto Belo. A Cidasc intensificou as amostragens para ter uma radiografia em todas as áreas de cultivo e, caso, tenham locais não afetados, proceder a sua liberação.

Nesta sexta-feira, 27, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC) emitiu nota técnica, LIBERANDO PARCIALMENTE a retirada, a comercialização e o consumo destes animais e seus produtos. Estão liberadas as localidades de Barro Vermelho, Costeira do Ribeirão, Freguesia do Ribeirão e Caieira da Barra do Sul localizadas na baía sul do município de Florianópolis e as localidades de Praia do Cedro, Enseada do Brito e Barra do Aririú do município da Palhoça.

Considerando os riscos para a saúde pública relacionados ao consumo dos moluscos bivalves a Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca e a CIDASC, com base nos artigos 5, 7, 9 e 26 do Decreto Estadual nº 2919, de 01 de junho de 1998, alterado pelo Decreto Estadual nº 3527, de 15 de dezembro de 1998, que regulamentam a Lei Estadual nº 10366, de 24 de janeiro de 1997, resolvem MANTER INTERDITADOS nas demais áreas de cultivo e bancos naturais de moluscos bivalves incluindo os costões e beira de praia NO ESTADO DE SANTA CATARINA, proibindo, portanto, a retirada, a comercialização e o consumo destes animais e seus produtos neste locais.

O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa esclarece que esses eventos são impossíveis de prever com antecedência ou controlar, restando às autoridades apenas a sua detecção, alerta e acompanhamento. “Assim que detectamos a presença da toxina já interditamos todos os cultivos de forma preventiva, para assegurar que ninguém fosse prejudicado pelo consumo dos moluscos. Santa Catarina é o maior produtor nacional de mariscos e ostras e é necessário destacar o comprometimento de toda cadeia produtiva e dos técnicos do setor público para garantir a segurança alimentar”. O secretário destaca que novas coletas estão sendo realizadas para monitoramento das áreas de produção de moluscos bivalves. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição das áreas afetadas.

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