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Santa Catarina tem 15 das 16 regiões em nível gravíssimo para Covid-19

Apenas a região de Xanxerê está em nível grave (laranja) para Covid-19; atualização foi divulgada na manhã desta sexta-feira (18)

Divulgação

Subiu para 15 o número de regiões em nível gravíssimo para a Covid-19 em Santa Catarina. A atualização do mapa de risco foi divulgada nesta sexta-feira (18) pela Secretaria de Estado da Saúde.

Apenas a região de Xanxerê está em nível grave (laranja). As mudanças em relação a semana passada estão na Foz do Rio Itajaí e no Extremo Oeste, que subiram para o gravíssimo (vermelho).

Ainda de acordo com a Matriz, houve aumento no número de óbitos nas regiões do Extremo-Oeste e Meio-Oeste. No índice que mede a taxa de ocupação dos leitos de UTIs, todas as regiões estão em gravíssimo.

O mapa também apresenta 12 regiões em vermelho no nível de monitoramento, sendo apenas o Alto Uruguai, o Extremo-Oeste, o Meio-Oeste e Xanxerê classificados no grave.

SC em alerta

Conforme o Coes (Centro de Operações de Emergência em Saúde), o pior cenário da pandemia em Santa Catarina está, atualmente, na ocupação de UTIs. Todas as regiões encontram-se em alerta máximo para a alta demanda nos hospitais.

“Há necessidade de cancelar a realização de cirurgias eletivas, colocar em funcionamento todos os leitos disponíveis, ampliar ações de identificação de manejo precoce de casos e investir em restrição de contato entre as pessoas para que haja redução da ocupação em médio prazo”, alerta o órgão.

Mudanças na metodologia

Nesta semana, a Secretaria de Estado da Saúde divulgou que houve mudanças na metodologia de avaliação do mapa.

Segundo a epidemiologista Maria Cristina Willemann, foi alterado o ajuste do número de casos ativos por nowcasting, que agora são chamados de “infectantes”. Também houve modificação da dimensão “monitoramento” pelo novo perfil epidemiológico, já que muitos casos estão sendo frutos de aglomerações em grupos intrafamiliares.

A epidemiologista descreveu que a dimensão do monitoramento como estava programada gerava uma distorção no indicador do efeito de desenho da síndrome gripal.

Desta forma, o indicador de sensibilidade passou a ser medido por confirmação laboratorial dos PCR, não mais utilizando dados que necessitam de informação individual no e-SUS.

“Isto vai provavelmente reduzir possíveis erros provindos de instabilidade no sistema de informação ou diminuição da capacidade de digitação pelos municípios”, informou Maria Cristina.

“Também fizemos alteração de parâmetros de ocupação dos leitos de UTI, reduzindo para 80% o nível mais crítico”, explica.

Com informações do NDMais

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