Saúde

Saúde de Orleans em alerta para evitar surto de Febre Amarela

Problema é grave no Brasil e no estado catarinense. A cada dez pessoas infectadas com a febre amarela duas morrem.

Foto: Divulgação

A Saúde está em alerta para evitar um surto de Febre Amarela no Estado de Santa Catarina. Um plano de Plano de Ação de Enfrentamento da Febre Amarela já está em funcionamento e as Agentes de Saúde de Orleans já foram capacitadas para realizarem aplicação de questionários e orientações à população.

Nos próximos dias as Agentes Comunitárias de Saúde de Orleans visitaram as famílias orleanenses para orientar sobre a vacinação contra a febre amarela, os riscos da doença e alertar sobre a eminência da circulação do vírus pela nossa região. Além disso será aplicado um questionários para levantamento da situação do município.

A única forma de evitar a febre amarela é a vacinação. A vacina está disponível nas Salas de Imunização da Unidade de Saúde. Pessoas com idade entre 9 meses e 59 anos devem tomar a vacina, em Orleans aproximadamente 5000 pessoas desse grupo ainda não se imunizaram contra a doença. Uma única dose da vacina é suficiente para estar imunizado pelo resto da vida. Pessoas com mais de 60 anos, gestantes e pessoas infectadas pelo HIV precisam de uma avaliação médica para tomar a vacina contra a Febre Amarela.

O vírus está percorrendo o litoral catarinense e se expandindo para as regiões com fragmentos de Mata Atlântica, como as encostas da Serra Geral. Em Santa Catarina, duas mortes por Febre Amarela já foram confirmadas, a primeira foi no dia 28 de março deste ano, um homem de 36 anos, da localidade de Pirabeiraba, em Joinville, e a outra registrada no final de junho, um homem de 40 anos, residente de Itaiópolis, também no Norte do Estado, ambos não tinham tomado a vacina.

A morte de primatas (macaco, bugio, sagui) é indício de circulação do vírus em regiões de matas e florestas, servindo como um alerta para os gestores e profissionais de saúde adotarem medidas de prevenção, uma vez que a doença nestes animais precede os casos humanos. Pessoas que moram ou frequentam áreas de mata podem ajudar como sentinelas, observando e comunicando os serviços de saúde do município em caso de morte ou adoecimento desses animais. Os macacos, bugios e saguis não transmitem a doença para humanos, eles adoecem primeiro pois vivem nas copas das arvores onde circulam os mosquitos transmissores da doença.

A Febre Amarela uma doença infecciosa febril aguda, que pode levar à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente. Em ambiente silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus, e os macacos são os principais hospedeiros. Os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada entra em contato ou mora próximo às matas e é picada por um mosquito contaminado. No ciclo urbano, o vírus é transmitido ao homem pelos mosquitos Aedes aegypti.

Quais os sintomas da Febre Amarela?

Os sintomas iniciais incluem: febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver: febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem a doença na forma grave podem morrer. Vale chamar a atenção para o fato de que a febre amarela pode levar à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente.

Qualquer pessoa está em risco de contrair febre amarela silvestre?

Sim, pode adquirir a doença qualquer pessoa que não tenha sido vacinada e que resida em áreas onde há registro de transmissão da doença ou apenas as visite, independentemente da idade ou do sexo.

Saiba mais sobre a Febra Amarela.

Colaboração: Comunicação Prefeitura de Orleans 

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