Saúde

Saúde de SC amplia ações de conscientização e atendimento à fibromialgia no SUS

Estado fortalece rede de cuidado à dor crônica, amplia acesso a serviços especializados e garante direitos com carteira de identificação.

Foto: Freepik

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina tem intensificado as ações de conscientização sobre a fibromialgia e ampliado a rede de atenção às pessoas com dor crônica no Sistema Único de Saúde (SUS). A síndrome, caracterizada por dor difusa persistente, é acompanhada por sintomas como fadiga, alterações do sono, transtornos do humor e dificuldades cognitivas, exigindo acompanhamento contínuo e multidisciplinar.

Em 2024, o Estado instituiu a Linha de Cuidado para a Atenção à Saúde das Pessoas com Dor Crônica, com o objetivo de organizar os serviços e assegurar um atendimento integral conforme as necessidades de cada paciente. A iniciativa conta com financiamento estadual e busca qualificar o cuidado em todas as regiões catarinenses.

“A linha de cuidado amplia as possibilidades de encaminhamento do paciente com lesões para a reabilitação, fortalecendo o vínculo entre a atenção primária e a rede especializada. Nosso objetivo é organizar o percurso do paciente, garantindo que todos os pontos da rede estejam atentos às necessidades daqueles que sofrem com alguma dor. O cuidado começa na atenção primária, onde o médico realiza a investigação da dor e orienta o paciente sobre mudanças no cotidiano, como a prática de exercícios físicos, que é uma importante estratégia de alívio, especialmente em casos de fibromialgia. Essa abordagem integrada visa promover um cuidado mais eficiente, humano e resolutivo”, destaca a diretora da Atenção Primária à Saúde da SES, Angela Blatt Ortiga.

O primeiro acesso ao atendimento ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde é feita a avaliação clínica inicial. O manejo inclui tratamentos medicamentosos e não medicamentosos, como práticas corporais, acompanhamento psicoterapêutico, ações educativas e práticas integrativas e complementares. Casos mais graves, com dor intratável ou necessidade de reabilitação especializada, são encaminhados às equipes regionais de reabilitação distribuídas em diferentes macrorregiões do estado.

Outro avanço importante foi a criação da Carteira de Identificação das Pessoas com Fibromialgia, lançada em dezembro de 2024. Já emitida para cerca de 9 mil catarinenses, a carteira reconhece oficialmente essas pessoas como pessoas com deficiência, garantindo acesso a benefícios e direitos em serviços públicos e privados. O documento é emitido pela Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), por meio da plataforma digital da instituição.

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