Saúde

SC é o 5º estado com o maior número de pessoas imunizadas contra a Covid no país

Mesmo com falta de doses e calendário atrapalhado, Estado está entre os que mais aplicou a segunda dose ou dose única na população

Divulgação

Santa Catarina é o 5º estado que mais aplicou a segunda dose ou a vacina de dose única no país. Até esta sexta-feira (23), mais de 1,2 milhões já completaram o ciclo vacinal no Estado. Entretanto, seis meses depois da aplicação da primeira dose, a imunização completa da população ainda está longe de ser finalizada e pode entrar em descompasso do calendário anunciado pelo Estado.

Segundo dados do Monitor da Vacina do NSC Total de sexta-feira (23), 46,83% dos catarinenses já receberam, ao menos, a primeira dose, com 3.396.537 doses aplicadas. Em contrapartida, apenas 17,64% da população está completamente imunizada, seja por ter recebido a segunda dose ou a vacina de dose única – um total de 1.279.461.

Os números estaduais estão ligeiramente acima da média nacional. Segundo o Consórcio de Veículos de Imprensa, na sexta-feira, 17,49% da população brasileira já foi totalmente imunizada – 0,15% a menos que em Santa Catarina. Em relação à primeira dose, a diferença é de 2,22% – a média nacional está em 44,61%.

Entre os Estados, quem está na primeira posição é o Mato Grosso do Sul, com 30,88% da população totalmente imunizada. Em relação à primeira dose, o estado catarinense aparece em sexto lugar, enquanto São Paulo lidera a lista com mais de 53,83% da população vacinada com uma dose.

Se o recorte levar em conta apenas a imunização da população adulta, ao menos um a cada cinco catarinenses recebeu as duas doses ou a vacinação de dose única. Na sexta-feira, segundo o monitor, 22,72% das pessoas com mais de 18 anos já tinham completado o ciclo vacinal.

Para o Estado, cronograma será cumprido

Entre os Estados do Sul, apenas a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul disponibiliza dados da população adulta vacinada. De acordo com o vacinômetro gaúcho, na quarta-feira, 31,2% do grupo estava imunizado – 8,5% a mais que em Santa Catarina.

Apesar dos números, o superintendente de Vigilância em Saúde da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), Eduardo Macário, afirma que o ritmo da vacinação está em andamento e que o atual cronograma será cumprido. A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde é de que até o fim de agosto todos os adultos com 18 anos ou mais recebam, ao menos, a primeira dose da vacina.

—Nós estamos com uma ótima cobertura, com 97% dos idosos institucionalizados com as duas doses. Então, precisamos que os municípios vacinem [a população] e que os registros no sistema do Ministério da Saúde sejam feitos de forma rápida — salienta.

O pedido para que os dados sejam registrados é justamente para que as informações disponibilizadas sejam o mais próximo da realidade. Isto porque, sem os dados no sistema, não é possível calcular quantas pessoas foram imunizadas e, dessa forma, definir as estratégias de distribuição de vacinas, por exemplo.

Além disso, Macário reforça que o principal objetivo é garantir a imunização completa dos catarinenses, com o retorno daqueles que tomaram a primeira dose aos pontos de vacinação.

— Nosso grande objetivo, além de oferecer vacina para toda a população, é aumentar os índices da segunda dose. Ou seja, incentivar o cidadão a ir se vacinar quando chegar a hora de completar a imunização — salienta.

Estado precisa de mais vacinas para avançar na vacinação, diz especialista

Na sexta-feira, a média móvel de vacinas aplicadas diariamente em Santa Catarina estava em 52.920. Se permanecer nesse ritmo, segundo o monitor, a previsão é de que toda a população seja totalmente imunizada até o dia 24 de janeiro de 2022.

Porém, para o professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e imunologista, Daniel Mansur, uma única coisa é necessária para manter a média e garantir que o cronograma seja cumprido: a disponibilidade de doses.

— Eu não acredito que a velocidade seja dependente do Estado, mas sim da quantidade de vacinas disponibilizadas pelo governo federal. Historicamente, temos capacidade de vacinar bem mais do que estamos vacinando — salienta.

Mansur acredita, ainda, que se o cronograma de doses for suficiente para suprir a necessidade, é possível, sim, que toda a população seja vacinada até o fim do ano. Sobre isso, o superintendente de Vigilância em Saúde enfatiza que a quantidade prevista pelo Ministério será suficiente.

—São números que dependem do Ministério da Saúde. Na última semana tivemos um pequeno atraso na entrega de doses, mas que já está regularizado. Então, nós vamos conseguir cumprir o cronograma — enfatiza.

Com informações do NSCTotal

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