Estado registra apenas 3,5% das famílias em risco, segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento
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Santa Catarina é o estado brasileiro com a menor proporção de famílias em risco de insegurança alimentar grave, conforme dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). O levantamento, divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome por meio do Indicador de Risco de Insegurança Alimentar Grave Municipal (CadInsan), aponta que apenas 3,5% dos cadastrados vivem essa condição — o equivalente a 10.252 pessoas.
A insegurança alimentar grave ocorre quando a família não consegue manter uma alimentação frequente e de qualidade, afetando inclusive crianças, e podendo chegar à experiência da fome. Além de Santa Catarina, Rio Grande do Sul (3,9%) e Paraná (4,8%) completam a lista dos estados com melhores índices do país.
A coordenadora de Segurança Alimentar e Nutricional do estado, Juliana Pires, atribui o resultado a um conjunto de políticas públicas que envolvem assistência social, saúde, educação e agricultura. “Temos altos índices de emprego formal, diversidade na produção agrícola e programas que incentivam práticas sustentáveis e a distribuição de sementes”, explicou.
O CadInsan reúne dados socioeconômicos para subsidiar políticas públicas de combate à fome e melhorar o acesso à alimentação. Recentemente, o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome da ONU, reforçando a importância das ações integradas contra a insegurança alimentar.