Saúde

SC tem primeiros casos da variante Delta por contaminação interna

Os pacientes são dois catarinenses residentes de Joinville e Balneário Piçarras, ambos sem histórico de deslocamento para fora do estado

Divulgação

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou nesta sexta-feira (6) a identificação de dois casos autóctones (transmissão dentro do Estado) da variante Delta do Coronavírus – aquela que teve os primeiros registros na Índia. Os pacientes são dois catarinenses residentes de Joinville e Balneário Piçarras, ambos sem histórico de deslocamento para fora de Santa Catarina. Estes são os primeiros casos confirmados por contaminação interna.

De acordo com os resultados preliminares da investigação, o caso de Joinville é de um homem, de 55 anos, que evoluiu de forma grave e foi a óbito no dia 9 de julho. Já o caso de Balneário Piçarras é de um homem, de 69 anos, que teve um quadro gripal leve, sem necessidade de hospitalização.

As amostras foram selecionadas por meio da estratégia de vigilância genômica da SES, que tem como objetivo monitorar as mutações e variantes que circulam no Estado. Os materiais genéticos foram identificados em laboratório do Rio de Janeiro.

Com isso, o Estado já confirmou nove casos da variante Delta até o momento, sendo dois casos autóctones e sete importados.

Dos sete casos importados, seis foram de tripulantes de um navio de carga que ficou ancorado próximo ao porto de São Francisco do Sul, no litoral Norte de Santa Catarina. O período de isolamento já se encerrou e o navio foi liberado para seguir com suas atividades, com uma nova tripulação. Já o sétimo caso importado é de um morador de Itajaí que esteve em viagem à Indonésia.

“Considerando a sua característica de ter uma capacidade de transmissão muito maior do que as variantes já identificadas, há um risco real de que, em breve, ela se torne dominante, podendo provocar uma interrupção na tendência de redução nos casos de Covid-19 em nosso Estado”, explica o superintendente de vigilância em saúde, Eduardo Macário.

“Nos países com altas coberturas vacinais em que a Delta se tornou dominante, apesar do aumento no número de casos, as internações e mortes têm afetado quase exclusivamente quem ainda não se vacinou. Portanto, até que tenhamos toda a população vacinada, ainda há um longo caminho a ser percorrido, sendo fundamental a manutenção das medidas de prevenção”, acrescenta.

Com informações da Rede Catarinense de Notícias / TNSul

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