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Secretaria Municipal de Saúde amplia vacinação contra febre amarela em Criciúma

Doses da vacina estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade. Administração Municipal pretende imunizar 149,5 mil pessoas.

Foto: Divulgação

Para manter os moradores de Criciúma imunes ao vírus da febre amarela, a Administração Municipal, via Secretaria Municipal de Saúde, ampliou a vacinação contra a doença infecciosa febril aguda. A medida atende às exigências da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina, que solicitou aos municípios catarinenses o fortalecimento das ações contra a febre amarela. A meta do Governo de Criciúma é vacinar 149,5 mil pessoas com idade entre nove meses e 59 anos.

As vacinas estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Prefeitura de Criciúma. De acordo com a coordenadora do Programa de Imunização da Vigilância Epidemiológica de Criciúma, Patrícia de Carvalho, pessoas com mais de 60 anos, diabéticos, gestantes, lactantes e hipertensos devem apresentar laudo médico para receber a dose única da vacina. “Não há um prazo estipulado pelo Governo do Estado, mas já vacinamos 14% do público alvo em Criciúma”, conta.

Em Criciúma, a ampliação da vacinação contra a febre amarela iniciou no dia 1º de fevereiro. “É importante que as pessoas procurem os postos de saúde do município para receber a dose da vacina. A febre amarela é uma doença que está se propagando. Já há registros de casos no Paraná”, comenta Patrícia. “A vacina é a única maneira de prevenir a febre amarela, além de ser altamente imunogênica”, complementa.

Ação no Estádio Heriberto Hülse

Neste sábado (9), entre 15h e 18h, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde estarão no Estádio Heriberto Hülse, onde Criciúma Esporte Clube e Clube Atlético Metropolitano duelam pelo Campeonato Catarinense, para vacinar, de forma gratuita, os moradores. “Todas as pessoas interessadas, com idade entre nove meses e 59 anos, poderão se vacinar. De preferência, é recomendado que os interessados levem a carteirinha de vacinação e o Cartão SUS”, destaca Patrícia.

Febre amarela

Doença infecciosa febril aguda, a febre amarela é causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores e possui dois ciclos de transmissão: silvestre e urbano. Segundo o Ministério da Saúde (MS), no ciclo silvestre, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus. Os vetores são mosquitos com hábitos silvestres. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre, em especial, através do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus.

Os primeiros sintomas da febre amarela incluem: início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A doença também pode causar febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal), choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

No Brasil, entre julho e novembro de 2018, foram notificados mais de 200 casos suspeitos de febre amarela. Já nas cidades catarinenses, conforme a Dive de Santa Catarina, entre julho de 2018 e janeiro de 2019, foram notificados 10 casos suspeitos de febre amarela. No entanto, os casos registrados no estado foram descartados.

Colaboração: Jhulian Pereira – Decom Criciúma

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