Trânsito

Sem chuva há dias, vegetação na BR-101 apresenta focos de queimadas

Parte da vegetação entre as pontes do rio Tubarão e a Transposição do Morro do Formigão tiveram queimadas apontadas na sexta-feira passada.

Foto: Divulgação/DNIT

Sem o registro de dias chuvosos nas últimas semanas, a vegetação rasteira e arbórea que margeia a BR-101 Sul catarinense já apresenta focos de queimadas. Parte da vegetação entre as pontes do rio Tubarão e a Transposição do Morro do Formigão tiveram queimadas apontadas na sexta-feira passada. Ao longo do segmento entre Paulo Lopes a Passo de Torres, vários outros focos foram observados, entre a cobertura vegetal dos bordos e a gramínea que recobre taludes e canteiro central.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT/SC) volta a alertar os motoristas, pedestres e moradores lindeiros da BR-101 Sul catarinense quanto ao risco de queimadas próximo das pistas e vias laterais da rodovia federal. A autarquia pede aos moradores lindeiros para que evitem a limpeza de terrenos próximos das pistas duplicadas com uso de fogo. O mesmo pedido é feito para evitar que restos de lixo, madeira ou materiais diversos sejam queimados dentro da Faixa de Domínio da rodovia federal.

Foto: Divulgação/DNIT

Sem chuvas, a formação verde que serve de mecanismo para estancar processos erosivos em taludes, encostas e nos canteiros da BR-101 acaba sendo afetada, seja pelo tempo seco, seja pelos trabalhos de roçada. Principalmente as gramíneas instaladas em taludes, ou a vegetação que cobre encostas e bordos de pistas seca e se transforma em combustível para queimadas. A biomassa formada pelas gramíneas ao longo das pistas duplicadas, quando seca, fica sujeita ao fogo por conta de pequenos traços de fuligem expelido por descargas de caminhões – principalmente, por conta da potência e diâmetros dos escapes das descargas, resto de cigarro ou por ação de pessoas.

Além do material orgânico deixado pelos serviços de roçada, a vegetação nativa ou exótica que recobre os bordos da rodovia federal também sofre com a falta de chuvas. Assim, é preciso evitar a queimada de restos de lixo ou a limpeza de terrenos com uso de fogo, onde há proximidade com o tráfego dos veículos. Quem iniciar queimada está sujeito à penalização de acordo com o decreto 6.514/08, que dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente. As punições vão desde o embargo de obras ou atividades realizadas em áreas irregularmente desmatadas ou queimadas, com multas, por fazer uso do fogo em áreas de pastagem sem autorização do órgão competente ou em desacordo com autorização obtida.

Atenção redobrada – O fogo nos bordos da rodovia, além de trazer riscos de queimaduras aos usuários, afeta na visibilidade das pistas. Ao avistar um foco de queimada, a recomendação é ligar para os telefones de emergência da Polícia Rodoviária Federal (191), Corpo de Bombeiros (193) ou Bombeiros Voluntários de Jaguaruna (199).

O DNIT/SC faz constantemente campanhas para alerta dos problemas causados por incêndios lindeiros à BR-101 Sul. O tema é discutido nas oficinas de Educação Ambiental desenvolvidas pela autarquia, realizadas pelo consórcio Concremat-Tecnosolo (Gestão Ambiental).

Colaboração: Muriel Albônico – Assessor de Imprensa do DNIT Sul

Notícias Relacionadas

PRF prende foragido do sistema penal do RS com CNH falsa em Tubarão, na BR-101

Ele foi preso e encaminhado para a Polícia Federal de Criciúma.

Em audiência pública, municípios do Sul decidem ir à Justiça para reverter questão dos pedágios na BR-101

As três associações de municípios que serão impactados pela implantação das praças de pedágios no trecho Sul da BR-101 se reuniram na Arena Multiuso Prefeito Estêner Soratto da Silva, em Tubarão

PRF apreende mais de seis quilos de cocaína após motorista fugir da fiscalização na BR-101, em Jaguaruna

A droga estava em um GM/Onix com placas de Criciúma, que não obedeceu a ordem de parada e fugiu em alta velocidade.

PRF flagra caminhão com seis metros de carga para fora da carroceria na BR-101 em Maracajá

O M.Benz, com placas de Criciúma, transportava toras de madeira até Araranguá.