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Tigre é goleado e está eliminado da Copa do Brasil

Mesmo começando com três zagueiros, equipe treinada por Roberto Cavalo leva 4 a 1 do Santo André e está precocemente fora da competição nacional.

Divulgação

Em uma atuação digna de vexame, principalmente no primeiro tempo, o Criciúma está eliminado, precocemente, da Copa do Brasil. Na tarde de ontem, o time treinado por Roberto Cavalo tomou 4 a 1 do Santo André e está fora da competição nacional. Mesmo atuando com três zagueiros, o Tigre sofreu um gol logo aos três minutos da primeira etapa. Douglas Baggio abriu o placar. Ronaldo aumentou ainda no primeiro tempo. Na etapa final, o passeio continuou: Branquinho, duas vezes, aumentou. Andrew descontou, no final do jogo, e deu números finais à atuação vergonhosa do Criciúma. Com o resultado, o Tricolor Carvoeiro deixa de lucrar 650 mil reais – prêmio pago para as equipes que avançarem para a segunda fase da Copa do Brasil.

Com três zagueiros, o Criciúma começou a partida com maiores cuidados defensivos e explorando os contra-ataques. Logo aos dois minutos de jogo, o zagueiro Wellington recuou para Paulo Gianezini, que teve dificuldades em dominar a bola e quase complicou o lance. No minuto seguinte, o time da casa fez valer a pressão inicial: Ricardo Luz foi lançado nas costas de Bruno Oliveira, chegou na linha de fundo e cruzou para Douglas Baggio, no meio da área, que só desviou para a rede: 1 a 0 para o Santo André. Falha de marcação do lateral esquerdo do Tigre. A estratégia montada pelo técnico Roberto Cavalo caiu por terra logo no primeiro ataque do Ramalhão. A partir daí, o Criciúma precisou buscar o empate. Porém, o time da casa seguia na pressão e não permitia o avanço do Tricolor Carvoeiro. Os ataques do time da casa sempre eram armados nas costas do camisa 6 do Criciúma. Aos 12 minutos, Ricardo Luz apareceu novamente pela direita e cruzou para Douglas Baggio, mas a zaga colocou para escanteio. Na cobrança, o camisa 2 cruzou, a bola sobrou pra Luizão que tocou para Marlon. A finalização pegou no braço do zagueiro Rodrigo, do time paulista, que estava no ataque e salvou o Criciúma. Seria o segundo gol do Santo André. Aos 14 minutos, Carlos César cobrou falta pelo lado esquerdo de ataque e Rodrigo Milanez empatou, mas o camisa 3 do Tigre estava impedido. Gol anulado.

O jogo estava aberto. Aos 15 minutos, Vitinho entrou na área, livre, driblou Paulo Gianezini, mas ficou sem ângulo e não conseguiu finalizar. Aos 18 minutos, Foguinho apareceu pela direita e cruzou forte, mas Ricardo Luz salvou em cima da linha. Boa chance do Tigre. Aos 21 minutos, lesionado, Douglas Baggio, autor do gol, deixou o campo para a entrada de Guilherme Garré. Aos 25 minutos, uma reprise do primeiro gol: Guilherme Garré avançou pela direita, nas costas de Bruno Oliveira, e cruzou rasteiro para Ronaldo, que antecipou a zaga e marcou: 2 a 0 para o Tigre. Mudaram apenas os nomes do jogador, a trama foi idêntica à do primeiro gol.

Aos 31 minutos, Roberto Cavalo desmontou a tática de três zagueiros e colocou o atacante Jajá no lugar do perdido Bruno Oliveira. Aos 37 minutos, Jajá fez boa jogada e foi derrubado, na intermediária. Léo Ceará cobrou na barreira. Aos 44 minutos, Carlos César cobrou escanteio e Murilo Gomes cabeceou alto. Na sequência, Foguinho arriscou de longe e Fernando Henrique defendeu. O Criciúma encerrou o primeiro tempo sem nenhuma chance clara de gol, com exceção do impedimento do zagueiro Rodrigo Milanez aos 14 minutos. “O time não entrou ligado. O Cavalo pediu pra eu chegar na frente para fazer gols. Temos que virar esse jogo”, comentou o atacante Jajá, no intervalo.

Passeio do time da casa na etapa final

Na segunda etapa, com Taylon no lugar de Eduardo Melo, o Tigre partiu para o “tudo ou nada”. Porém, o time da casa não tomou conhecimento do Criciúma e, novamente aos três minutos, ampliou. Branquinho avançou pela direita, passou por dois, tabelou com Guilherme Garré e marcou um golaço, chutando no ângulo superior de Paulo Gianezini: 3 a 0 para o Santo André. Impotente, o Tigre apenas assistia o adversário ditar o ritmo do jogo e não esboçava reação. Aos 13 minutos, a zaga do Tigre marcou bobeira, Marlon cobrou uma falta na linha divisória do gramado, Branquinho foi lançado nas costas da defesa e encobriu o goleiro Paulo Gianezini para estabelecer a goleada: 4 a 0 e vergonha do Tigre no interior paulista.

Desorganizado e abatido, o Criciúma se atirou de qualquer jeito para o ataque, mas não conseguia ameaçar o gol defendido por Fernando Henrique. Nitidamente “tirando o pé do acelerador”, os donos da casa permitiam o avanço do Tricolor Carvoeiro e jogavam em velozes contra-ataques com trocas de passes envolventes. Sozinho, Foguinho tentava armar jogadas para o Criciúma. Sem sucesso. Aos 24 minutos, Andrew avançou pela direita, passou por dois adversários, mas, ao entrar na área, bateu mal e a bola saiu torta.

Aos 33 minutos, Guilherme Garré cobrou escanteio e Paulinho finalizou na trave. No rebote, Marlon marcou, mas dois jogadores do Ramalhão estavam impedidos e o juiz anulou. Aos 42 minutos, o gol de honra do Criciúma: Andrew recebeu na entrada da área e descontou: 4 a 1. A partir daí, em ritmo lento, o jogo caminhou para a deprimente derrota do Tigre no interior paulista, com direito a “olé” e “eliminado” gritado pela torcida do Santo André.

Com informações do site TNSul

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