Mundo Animal

Todos merecem uma nova chance

Olá, pessoal!

Vemos muito sobre a reabilitação dos animais em casos de acidentes e traumas e os esforços que os donos têm com seus bichinhos para que eles tenham uma qualidade de vida. Muitos animais necessitam de acompanhamento de fisioterapias. Entre elas, cinesioterapia, laserterapia, eletroterapia, acupuntura e alguns, até mesmo, acabam precisando de cadeirinha de rodas.

Mas e se fosse um réptil? Você já viu algum caso de um lagarto usando cadeirinha de rodas? Acredito que para muitos a resposta é não. Então vou contar o caso da Serena para vocês.

Serena foi resgatada por Larissa Américo, aluna do curso de medicina veterinária, após ter sido mordida por um cachorro quando ainda era um filhote. Larissa tomou todos os cuidados e levou o lagarto para ser examinado. Foram feitos exames e constatou-se que a lagartinha não iria mais andar, ficou paraplégica devido a uma lesão na coluna causada pelo trauma sofrido.

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Foto: Arquivo pessoal

Muitas pessoas nunca pensariam na possibilidade de tratar e dar uma qualidade de vida para este bichinho, mas, após quatro meses, Larissa ainda está com ela, alimentando e ajudando nas necessidades fisiológicas, uma vez que Serena precisa dela constantemente para sobreviver. Agora, Serena ganhou uma ajuda especial! Larissa montou uma cadeirinha adaptada para que ela não fique arrastando e se machucando pelo chão (veja o vídeo ao fim da coluna).

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Foto: Arquivo pessoal

Serena é do gênero Tupinambis, popularmente conhecido como Teiú, pode chegar até dois metros de comprimento e é onívoro, alimentando-se principalmente de ovos, pequenos insetos, carnes e frutas. No Brasil, são os maiores e mais comuns encontrados na natureza e podem ser agressivos quando ameaçados usando sua cauda e sua mandíbula dotada de pequenos dentes para se defender. Mas, quando filhotes e criados em cativeiros, estes animais chegam a ser extremamente dóceis. Seu lugar é solto na mata, domesticá-los não é uma opção. Mas, no caso de Lili, sem a Larissa, ela não sobreviverá.

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Foto: Teiú adulto / Reprodução Internet

É importante lembrar de alguns cuidados que devemos ter ao encontrar um animal silvestre na rua, pois só podemos intervir quando o animal estiver em tais condições:

• Estiver sangrando ou machucado;
• Estiver parado e não responder a movimento ou estímulos externos;
• Tiver dificuldade respiratória ou apresentar convulsões;
• Estiver desidratado com os olhos fundos e com a pele ou pelagem sem brilho;
• Não apresente risco para a segurança das pessoas;

E não é recomendado o manuseio do público em geral, a menos que seja orientado por um órgão responsável, tal como a Polícia Militar Ambiental ou o Centro de Triagem de Animais Silvestres – CETAS, e encaminhado ao veterinário especializado em animais silvestres.

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Foto: Arquivo pessoal

Para deixar a história ainda mais alegre, Larissa tem o Floquinho, uma calopsita que aceitou muito bem seu novo amigo e que agora segue Serena por onde quer que ela vá.

O amor pelos animais não escolhe espécie, toda a vida é sagrada e devemos zelar por ela. Parabéns Larissa! E parabéns a todas as pessoas que lutam pelos animais nos dias de hoje, eles são responsabilidade nossa, da sociedade, pois não conseguem se defender sozinhos. Todos sempre têm uma nova chance, basta tornarmos isso possível.

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