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Trabalhadores do Hospital Regional de Araranguá irão parar 24 horas

Os serviços essenciais para não prejudicar o atendimento à população serão mantidos em 30%

Após várias reuniões com atual gestora do Hospital Regional de Araranguá na busca de soluções para problemas que estão atingindo diretamente os profissionais sem sucesso, o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e região junto com os trabalhadores deliberaram pela paralisação de 24 horas nessa quarta-feira (7) na entidade. A greve inicia as 6 horas e se estende até as 6 horas do dia 8 e serão mantidos os serviços essenciais á população, com 30% de atendimento previsto em lei no pronto-socorro, UTI e Clínicas.

O protesto acontece no momento em que a entidade passou por mudanças na gestão e todo esse processo está prejudicando os trabalhadores e a população. “Após a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) assumir a cerca de 60 dias os problemas se agravaram. Recebemos inúmeras denúncias de trabalhadores de estarem sendo ameaçados, perseguidos e sofrendo todo tipo de assédio moral de forma constante. Se não bastasse tudo isso, ainda não retirando direitos dos trabalhadores não cumprindo com o Acordo Coletivo e não pagando os 40% de insalubridade em radiologia e periculosidade e, ainda  15 foram demitidos no último mês sem justa causa enquanto a população reclama do atendimento precário e falta de funcionários e equipamentos para atendimento em alguns setores entre outros problemas”, explica Cleber Ricardo Cândido, presidente do Sindisaúde, acrescentando que a classe está cobrando um ambiente de trabalho que valorize o atendimento adequado à população.

Segundo o sindicalista na Assembleia do dia 25 de julho, foi definida uma pauta de reivindicação e entregue a administração da entidade. Entre os itens, o sindicato solicitava a criação do Portal Transparência e o Conselho de Avaliação e Fiscalização (CAF) formado por representantes dos trabalhadores e administração, a reintegração dos funcionários demitidos e o cumprimento do Acordo Coletivo.

“Não recebemos nenhuma reposta positiva no oficio encaminhado pela instituição à mesma alegou que a criação da Comissão é de responsabilidade da Secretaria Estadual de Saúde, que as demissões são de caráter meramente técnico e disse não compactuar com ações de assedio e violência moral no trabalho deixando claro que não havia necessidade de conversar com o Sindicato, mas não iremos aceitar essa postura antidemocrática”, disse Cleber, reiterando que todas as lideranças comunitárias, políticas e população estão convidadas a agregar força em nome da saúde da região nessa quarta-feira. O hospital é o terceiro maior da região do vale do Araranguá e atua com 360 trabalhadores.

Colaboração: Maristela Benedet

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