Hoje, vamos abordar um tema muito importante na vida dos trabalhadores: a chamada “jornada de 8 horas”. Confira!
Foto: Autoria Desconhecida/wiki commons
No mundo moderno, trabalhadores de todas as áreas possuem diversos direitos trabalhistas, garantidos por lei. Esses direitos asseguram férias, períodos de descanso e uma carga horária diária ou semanal definida. No entanto, esses direitos nem sempre existiram, foram conquistados ao longo do tempo. Hoje, vamos abordar um tema muito importante na vida dos trabalhadores: a chamada “jornada de 8 horas”. Confira!
Durante a Primeira Revolução Industrial, as condições precárias e a carga excessiva de trabalho levaram ao surgimento de movimentos operários que lutavam pelo bem-estar dos trabalhadores. Um dos principais pontos levantados foi a redução da jornada diária de trabalho para 8 horas e o descanso por 1 dia, totalizando 48 horas semanais.
O filósofo galês Robert Owen passou a defender a ideia de que a qualidade do trabalho estava diretamente ligada à qualidade de vida do trabalhador. Ou seja, para que o trabalho fosse desempenhado com mais eficiência, era indispensável melhorar certos aspectos, incluindo a carga horária, que inicialmente foi proposta em 10 horas e 30 minutos por dia. Em 1817, Owen propôs uma jornada de 8 horas diárias e cunhou o famoso lema: “oito horas de trabalho, oito horas para viver e oito horas de descanso”.
Embora tenha sido proposta em 1817, a jornada de 8 horas só foi oficialmente instituída quase 50 anos depois. Em 1866, a Associação Internacional dos Trabalhadores formalizou essa reivindicação. Em 1919, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) realizou sua primeira convenção e definiu que a jornada não deveria ultrapassar 8 horas diárias ou 48 horas semanais. Já em 1935, uma nova convenção estabeleceu o limite semanal de trabalho em 40 horas. O México foi o primeiro país a implementar esse limite em sua Constituição.
No Brasil, as reivindicações por uma jornada de 8 horas começaram ainda no período imperial, mas foi após a Proclamação da República que o tema ganhou maior repercussão. Somente durante o governo de Getúlio Vargas é que essa demanda foi efetivamente atendida. Por meio do Decreto nº 21.186, foi instituída, em 22 de março de 1932, a jornada de 8 horas diárias para o comércio, e em 4 de maio do mesmo ano, para a indústria.
Posteriormente, a Lei nº 605/1949 garantiu o descanso semanal remunerado, e a Constituição de 1988 definiu o limite da jornada semanal em 44 horas.
Fonte consultada:
WIKIPÉDIA. Jornada de oito horas. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Jornada_de_oito_horas Acesso em 11 jul. 2025