Trânsito

Trecho onde três morreram na BR-470 em SC terá radar e alertas de velocidade, diz DNIT

Departamento, porém, não estabeleceu data para instalação dos redutores de velocidade

Divulgação

As reivindicações, ao que parece, deram resultado. A BR-470 em Gaspar terá nova pintura, alerta para redução de velocidade e radar, afirmou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) nesta sexta-feira (26). A instituição, no entanto, não deu um prazo para a maioria das mudanças ser concretizada.

Os apelos da comunidade se intensificaram depois que três moradores morreram atropelados ao atravessar a rodovia para ir ao mercado, no último dia 8. Uma reportagem especial do Santa mostrou que o problema — e os pedidos por uma passarela — são antigos.

A construção de uma travessia segura, porém, ainda não tem data para ser feita. O superintendente do DNIT, Ronaldo Carioni, informou ao vereador Francisco Solano Anhaia (MDB), morador da região que tem liderado as solicitações na Câmara, que a pintura na pista será a primeira demanda cumprida.

Nesta manhã, motoristas que passaram próximo ao Km 35, na Margem Esquerda, puderam observar uma equipe no local iniciando o serviço.

A pintura serve de alerta para os condutores reduzirem a velocidade no trecho em que o acidente aconteceu. Nessa área, o máximo permitido será 60 km/h. Haverá instalação de placas de sinalização, mas os itens devem levar semanas para ficarem prontos e não há um prazo estabelecido, ainda conforme o departamento.

A instalação dos radares depende da realocação dos aparelhos, já que não há equipamentos disponíveis. O objetivo é instalar dois, um em cada sentido, com o limite de velocidade de 60 km/h. Também não há previsão para a instalação. Segundo o DNIT, os redutores não devem entrar em operação antes de março de 2022.

A construção de uma passarela, a principal reivindicação, segue em estudo. Isso significa que não há orçamento previsto para esse objetivo e um novo projeto precisa ser feito. Ele pode ser acrescentado ao contrato atual ou virar uma obra à parte. Esse detalhe, porém, ainda não foi definido, tampouco o tempo que será preciso para elaborar o novo projeto.

Problema antigo

Vera de Souza Melo, 44, Cleonice Brizola, 52 e Waldemir Melo, 51, atravessavam a rodovia para ir ao mercado quando foram atingidos por um carro neste mês. Elas morreram no local. Ele, dias depois no hospital.

Tragédia anunciada, na opinião de muitos que vivem na Margem Esquerda. Isso porque, por ser uma área residencial, é comum ver crianças e adultos percorrendo a rodovia a pé para chegar ao outro lado, que abriga comércio e escola.

O pedido por uma passarela é constante. Uma audiência pública em 2015 oficializou a reivindicação, conforme registros na Câmara de Vereadores. No documento, a passagem para pedestres foi solicitada sobre cinco pontos da BR-470, entre os Kms 34 e 40. Um deles bem diante da Rua Albertina Maba, onde moravam os três.

Em 2020, um abaixo-assinado reforçou a necessidade de uma nova audiência pública, desta vez com a presença do DNIT. O encontro chegou a ser marcado, mas teve de ser cancelado com a chegada da pandemia do coronavírus.

À época, a principal demanda era a travessia perto da Rua Albertina Maba. O DNIT reconheceu a necessidade em um documento assinado pela equipe de engenharia e uma visita foi feita pelos representantes da instituição, surgindo a expectativa de que a demanda sairia do papel. Mas não.

Com informações do NSCTotal

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