Geral

‘Troca de pastas’: prefeitura demite funcionário por vazamento de dados em Florianópolis

Após reunião com a empresa responsável por armazenar prontuários dos pacientes com Covid-19, pasta pediu investigação se ocorreu download das informações

Divulgação

Um funcionário da empresa responsável por armazenar os prontuários dos pacientes com Covid-19 foi demitido nesta quinta-feira (13) e responsabilizado pelo vazamento de dados registrado nesta quarta-feira (12) em Florianópolis. Após reunião realizada com a empresa nesta quinta-feira, a prefeitura esclareceu as circunstâncias do caso.

A exposição dos dados de 298.088 cadastros, dentre eles o do governador Carlos Moisés (sem partido), foi provocada por falha humana, segundo o secretário de Saúde de Florianópolis, Carlos Alberto Justino. O caso foi divulgado em primeira mão pela repórter Vanessa da Rocha, do Grupo ND.

O servidor demitido era responsável por atualizar as informações da situação epidemiológica da Capital. Os dados eram encaminhados ao Ministério da Saúde e acrescentados ao sistema Covidômetro, da prefeitura de Florianópolis.

Segundo a prefeitura, o vazamento de informações foi acidental. Os prontuários e os dados anônimos ficam em pastas distintas, dentro do mesmo sistema interno de banco de dados. É a primeira que é divulgada, contendo apenas informações gerais dos pacientes: como sexo, idade e comorbidade, por exemplo.

“Ao invés de colocar a pasta anonimizada, ele colocou a outra com os dados pessoais”, explica Justino. Nome completo, data de nascimento, CPF, endereço, telefone, nome dos pais e sintomas apresentados foram expostos.

Houve download?

A prefeitura de Florianópolis ainda não sabe se alguém baixou o conteúdo. A pasta acionou o Google que deve apurar a informação. “Achamos que é improvável pois os dados ficaram disponíveis apenas durante a madrugada”, afirma o secretário. A ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) também foi acionada.

Ao ND+, Maurício José Ribeiro Rotta, especialista em governança e privacidade de dados, destacou que as pessoas afetadas devem tomar duas atitudes imediatas: atualizar senhas usadas na internet e buscar esclarecimentos. Ele sugere aos prejudicados o ingresso de ações judiciais e o contato com a autoridade nacional de proteção de dados.

Rotta, que também faz consultoria sobre a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), ressalta que quem se sentiu prejudicado deve buscar esclarecimentos. “É importante transparência nesse momento e entender se ocorreu só hoje ou se ocorre de de forma contínua. Não sabemos a extensão de todo o problema”, afirma.;

Ele também alerta para o uso malicioso dos dados. “Quando ocorre esse tipo de vazamento, as informações podem ser utilizadas para fins fraudulentos e golpes cibernéticos. As pessoas devem ficar atentas em ligações telefônicas e no e-mail, pois elas podem ser usados para explorar a vulnerabilidade”, pontua.

Com informações do ND+

Notícias Relacionadas

Saúde lança nova versão da caderneta de saúde para crianças

Novo modelo será enviado aos estados e municipios até março

Cachoeira é interditada por tempo indeterminado após queda que matou jovem em SC

Leticia Silva Budal, de 20 anos, morreu após cair aproximadamente 50 metros dentro da cachoeira

SC tem 20 vezes mais pacientes em tratamento contra Covid do que no Natal

Em 25 de dezembro, estado tinha 1.987 casos ativos contra 45.915 de sexta-feira. SC enfrenta filas nos postos de saúde e unidades fechadas por causa do afastamento de profissionais da área.

Um ano de vacinação contra Covid-19 com início da imunização de crianças

A vacinação de crianças de 5 a 11 anos é a forma que SC celebra data