Conhecido como “Coroa”, Lezenilton Luís Oliveira Teixeira, é apontado como responsável por ataques violentos e 13 grandes assaltos no país.
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Uma operação conjunta realizada nesta terça-feira, dia 2, resultou na morte de Lezenilton Luís Oliveira Teixeira, de 61 anos, conhecido por “Coroa”, apontado como um dos principais líderes do Novo Cangaço. Ele foi encontrado em Braço do Norte por equipes do BOPE da Polícia Militar de Goiás, que atuaram com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), da Polícia Militar de Santa Catarina e do setor de Inteligência da Polícia Militar do Distrito Federal.
Segundo as corporações, o suspeito, considerado foragido e alvo de diversos mandados de prisão, reagiu à abordagem durante o cumprimento das ordens judiciais e acabou morto no local. As forças de segurança afirmam que “Coroa” era um dos criminosos mais atuantes do grupo nos últimos dez anos.
Ele é investigado por participar de ataques de grande porte em diferentes regiões do país, incluindo ações com explosões de agências bancárias, roubo de explosivos, ataques a instituições financeiras e crimes marcados por extrema violência, segundo o portal Tribuna do Planalto.
Entre os crimes de maior repercussão está o ataque ocorrido em 13 de janeiro de 2016, em São Miguel do Araguaia (GO), quando a servidora do Ministério Público de Goiás, Viviane Costa, foi assassinada após ser feita refém durante uma ação criminosa. A morte da servidora mobilizou autoridades estaduais e reforçou a busca por integrantes do grupo especializado em ataques a bancos.
Contra ele, pesavam mandados de prisão preventiva expedidos pelas comarcas de Goiânia, Mara Rosa e Cavalcante. As acusações incluíam roubo qualificado, explosões, incêndios, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo. Além disso, ele possuía uma condenação definitiva imposta pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que determinava pena de 38 anos de prisão em regime fechado.
O histórico criminal atribuído a “Coroa” reúne ocorrências em Goiás, Pará e Tocantins. Entre elas estão roubos a agências do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, assaltos a carros-fortes e ataques coordenados em cidades como Campinorte, Santana do Araguaia, Nova Crixás, Cavalcante, Araguaçu, Santa Terezinha de Goiás, Acreúna e outras localidades. As investigações apontam que, somente entre 2014 e 2016, ele esteve envolvido em pelo menos 13 ações de alto impacto.
Com a morte do suspeito, as forças de segurança afirmam que retiram de circulação um dos articuladores mais experientes do Novo Cangaço. A operação, segundo as corporações, reforça o combate a organizações especializadas em ataques violentos e demonstra a integração entre estados para desarticular grupos criminosos considerados de alta periculosidade.
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