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Unesc apura internamente caso de cão “Parmesão” pintado com guache em possível trote

Nota oficial lamenta maus-tratos, instaura investigação apesar de fora do campus e reforça proibição de trotes não solidários pelo regimento interno.

Foto: Divulgação

Um caso de possível maus-tratos contra um cão comunitário gerou indignação entre voluntários da causa animal na região do bairro Universitário, em Criciúma. O animal, conhecido como “Parmesão”, foi encontrado com tinta guache na cabeça, dorso e região do ânus, o que levantou a suspeita de envolvimento em um trote universitário nas proximidades. A situação mobilizou rapidamente pessoas que cuidam dos animais comunitários e também estudantes, diante dos riscos que o contato com a substância poderia causar à saúde do cão. O caso veio à tona na última sexta-feira, dia 27.

De acordo com a coordenadora do projeto social “Coragem e Gentileza”, Luiza Zanette, o cachorro foi localizado por uma voluntária já com a tinta no corpo. A tentativa inicial de limpeza com pano não foi suficiente, o que levou o grupo a encaminhar o animal para atendimento veterinário, por precaução.

Ainda segundo a voluntária, o cão já havia sido internado dias antes por conta de uma dermatite na pata, o que aumentou a preocupação com possíveis reações alérgicas ou até intoxicação. A tinta atingiu áreas sensíveis, como próximo aos olhos e mucosas, o que pode causar irritações e outros prejuízos.

Não há confirmação oficial sobre os responsáveis, nem imagens ou testemunhas até o momento. A suspeita é de que a ação tenha ocorrido durante um trote realizado fora da universidade, com uso de tintas semelhantes às encontradas no animal.

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A mobilização ganhou apoio de entidades estudantis, como o Diretório Central dos Estudantes (DCE), que solicitou acesso a imagens para tentar esclarecer o caso. Atléticas também contribuíram com os custos do atendimento e reforçaram ações de conscientização entre os acadêmicos.

Os voluntários destacam que cães comunitários são responsabilidade coletiva e pedem respeito. “Se não gosta, deixe em paz. E quem gosta, ajude a cuidar”, reforça Luiza. Após o atendimento, Parmesão passa bem e está disponível para adoção.

Em nota oficial divulgada neste domingo, dia 29, a Unesc também se manifestou sobre o caso. A universidade lamentou profundamente o ocorrido, especialmente pela situação envolvendo o animal, e destacou que não compactua com trotes de qualquer natureza que não sejam solidários e alinhados aos princípios éticos. A instituição ressaltou ainda que práticas desse tipo são expressamente vedadas pelo regimento interno.

A universidade informou que, embora o episódio tenha ocorrido fora dos limites físicos do campus, já instaurou procedimento de apuração interna para investigar possíveis irregularidades envolvendo estudantes. Na nota, a Unesc reafirma o compromisso com uma cultura de acolhimento, respeito à vida em todas as suas formas e convivência responsável entre os acadêmicos, acrescentando que eventuais medidas cabíveis serão adotadas com responsabilidade e dentro do devido processo legal.

Foto: Divulgação Unesc

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