Saúde

Vacina contra câncer de pulmão começa a ser aplicada em hospital após estudo internacional

Os testes iniciais vão avaliar eventuais efeitos colaterais e ajustar a fórmula para alcançar maior eficácia

Foto: Aaron Chown/PA Wire/ND

Hospital da Grécia iniciou a aplicação de uma vacina experimental contra o câncer de pulmão em pacientes que participam de um ensaio clínico internacional. Batizada de BNT116, a vacina tem potencial para se tornar uma alternativa menos agressiva do que a quimioterapia, caso sua eficácia seja comprovada.

O câncer de pulmão é hoje a principal causa de mortes por câncer no mundo, com cerca de 1,8 milhão de óbitos por ano.

A situação é ainda mais crítica em estágios avançados da doença, quando o tumor já se espalhou pelo corpo e as chances de sobrevivência caem drasticamente.

Como funciona a vacina contra câncer de pulmão?

Segundo a empresa responsável pela vacina, BioNTech, que também produziu os imunizantes contra a covid-19, a proposta da vacina é ensinar o sistema imunológico a identificar e destruir as células cancerígenas, impedindo que o câncer volte.

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A tecnologia usada é semelhante à das vacinas contra o coronavírus, baseada no RNA mensageiro (mRNA), que apresenta ao organismo marcadores específicos das células tumorais do tipo CPNPC (câncer de pulmão de células não pequenas).

De acordo com a oncologista e professora de Medicina Molecular da Grécia, Sofia Baca, a vacina será aplicada em pacientes que já passaram por quimioterapia, imunoterapia e cirurgia.

Após esse processo, os pacientes continuarão recebendo imunoterapia, mas agora combinada com a vacina personalizada.

O estudo teve início em 2024, a primeira fase foi conduzida em sete países: Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Hungria, Polônia, Espanha e Turquia.

Esta é a primeira vez que a BioNTech testa sua vacina contra o câncer em humanos.

Os testes iniciais da vacina contra câncer de pulmão vão avaliar eventuais efeitos colaterais e ajustar a fórmula para alcançar maior eficácia.

Vacinas similares já demonstraram bons resultados em testes com outros tipos de câncer, apresentando redução dos tumores e menor chance de reincidência.

A expectativa agora é de que essa nova abordagem traga esperança também para os pacientes com câncer de pulmão.

Com informações do ND+

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