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Veterinária alerta para riscos com pets cardiopatas durante festas de fim de ano

Segundo a especialista de Sorocaba (SP), são em épocas como esta que os animais são colocados em situações de estresse, nas quais se machucam, sofrem e, em alguns casos, podem até morrer.

Divulgação/Decom

Com as festas de fim de ano se aproximando, surge uma preocupação para quem possui animal de estimação: o sofrimento dos bichinhos com os fogos de artifício. São em épocas como esta que os animais são colocados em situações de estresse, nas quais se machucam, sofrem e, em alguns casos, podem até morrer. Por isso, cuidar do coração dos pets é de extrema importância.

O G1 conversou com a médica veterinária Bruna Guerbas, que atende animais de pequeno porte em Sorocaba (SP), sobre as principais doenças cardíacas que acometem cães e gatos.

Segundo a profissional, algumas raças possuem maior predisposição para o desenvolvimento de cardiopatias, como cães das raças boxer, yorkshire, maltês, poddle, pug, buldogue, cocker spaniel e dobermann. No grupo felino, a raça persa compõe o grupo de risco.

Contudo, Bruna destaca que o envelhecimento também é um fator determinante para que os pets desenvolvam problemas no coração.

Prevenção

Assim como os humanos, cães e gatos devem seguir uma rotina saudável para evitar doenças no futuro, com exercícios físicos, alimentação adequada e balanceada e exames de rotina.

Os tutores, no entanto, devem prestar atenção aos sinais dados pelos pets durante estas atividades, principalmente quando possuem um animal dentro do grupo de raças predispostas.

Segundo a veterinária, cansaços durante exercícios físicos, normalmente seguidos de tosse, desmaios, aumento de volume abdominal, convulsões e obesidade são alguns dos sinais que os pets apresentam.

“O recomendado é levar ao médico veterinário para avaliação e realização de exames para diagnóstico e conseguir iniciar um tratamento a tempo”, diz.

Diagnóstico

Em caso de diagnóstico de cardiopatia, o cuidado com o pet deve ser maior. Além do acompanhamento com um médico veterinário, devem ser feitos exames específicos de rotina.

Normalmente, o animal precisa tomar medicamentos diariamente para o controle da doença, mas dois ingredientes são essenciais para o conforto do bichinho: paciência e amor.

É assim que funciona com Maria Rosa Geronutti, tutora do poodle Léo, que tem 12 anos de idade. Em abril de 2019, após ter tomado uma vacina, o bichinho fez um exame que detectou um sopro no coração. Depois disso, a rotina dele mudou.

Maria Rosa costumava caminhar com Léo e o irmão, Kim, todos os dias pelos arredores da casa, mas conta que, após o diagnóstico do animal, os cuidados ficaram maiores. A cada quatro meses, Léo vai até o veterinário para fazer um ecocardiograma e verificar se está tudo bem.

“Atualmente, fico mais assustada com as reações do Léo. A pandemia já não deixa sair, mas saio menos e o medico todo dia. Antes era um copo e meio ao dia, mas, após um exame recente, mais duas medicações foram acrescentadas”, explica.

Para se certificar de que Kim também não adquiriu problemas cardíacos, a dona também o leva para o veterinário para exames rotineiros.

Com informações do site HC Notícias 

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