Entre os cinco deputados denunciados, três são catarinenses: Zé Trovão, Caroline de Toni e Júlia Zanatta, todos do PL e entre os mais votados do Estado nas últimas eleições
Foto: Frame do vídeo
A assessoria de imprensa do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, divulgou uma matéria nesta manhã em que ele critica duramente a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, de solicitar o afastamento de parlamentares acusados de obstruir o plenário. Entre os cinco deputados denunciados, três são catarinenses: Zé Trovão, Caroline de Toni e Júlia Zanatta, todos do PL e entre os mais votados do Estado nas últimas eleições.
No vídeo gravado para as redes sociais, Jorginho afirma que a medida representa um risco para a democracia e que os argumentos usados para sustentar o pedido são frágeis. Como exemplo, citou a acusação contra Júlia Zanatta, que teria permanecido no plenário com a filha de apenas quatro meses durante o protesto.
“Qual o problema nisso? Onde está o perigo de uma deputada, mãe, estar com sua filha no plenário? Estamos em um país democrático. Alguém iria atacar uma deputada em plenário?”, questionou.
O governador também apontou a diferença de tratamento quando situações semelhantes envolvem parlamentares de diferentes espectros políticos.
“Se fosse alguém de esquerda com um filho no colo, chamariam de empoderamento. Como é de direita, acionam o Conselho Tutelar”, disse, em referência à medida tomada contra Júlia.
Jorginho aproveitou a gravação para criticar o desequilíbrio federativo que, segundo ele, prejudica Santa Catarina. O governador afirmou que o Estado envia muito mais recursos à União do que recebe de volta, cerca de 10% do valor arrecadado, e que retirar três representantes eleitos apenas agravaria essa desigualdade.
“Vamos trabalhar pela paz e pela convergência. Não é afastando deputados que discordam do que está acontecendo que vamos fortalecer a democracia”, concluiu Jorginho.