Encontro discutiu orientações jurídicas e formas de apoio às mulheres que relataram episódios ocorridos dentro do transporte coletivo da cidade.
Foto: Divulgação
Mulheres que relataram ter recebido bilhetes de cunho sexual deixados dentro de mochilas e bolsas durante viagens em ônibus do transporte coletivo de Criciúma se reuniram na noite desta quinta-feira, dia 5, para discutir os encaminhamentos do caso. Os episódios foram registrados nas últimas semanas e geraram preocupação entre passageiras da cidade.
A reunião contou com a presença das vereadoras Anequésselen Fortunato e Giovana Mondardo, além do advogado e professor de criminologia e processo penal Jackson Leal, que orientou as vítimas sobre os possíveis caminhos jurídicos.
Até o momento, seis vítimas já registraram boletim de ocorrência. Parte delas participou da reunião, que também contou com a presença de familiares e pessoas que têm se mobilizado em apoio às mulheres. O objetivo do encontro foi orientar as vítimas sobre os procedimentos legais e discutir formas de acompanhamento e suporte diante da situação.
Durante a reunião, o advogado explicou como o caso deve avançar a partir das investigações e buscou tranquilizar as vítimas quanto aos próximos passos.
“Nos reunimos para esclarecer quais são os procedimentos possíveis dentro da investigação e para garantir que as vítimas tenham o suporte necessário. É importante que elas saibam que existem mecanismos legais e institucionais para acompanhar o caso e buscar a responsabilização do autor”, afirmou.
Foto: Letícia Ortolan
As vereadoras também destacaram a importância de dar visibilidade ao caso e acompanhar o andamento das investigações. Segundo Anequésselen Fortunato, o poder público deve atuar para que o episódio seja devidamente esclarecido.
“Nosso objetivo é dar suporte às vítimas e acompanhar de perto esse caso. Vamos nos movimentar para que as providências necessárias sejam tomadas e para que a investigação avance até a identificação e responsabilização do autor”, destacou.
Já Giovana Mondardo reforçou a importância do acolhimento e da orientação às vítimas.
“Nesse momento é importante que as vítimas tomem alguns cuidados, mas que também saibam que não estão sozinhas. Muitas mulheres acabam se sentindo inseguras ou sem saber como agir em situações como essa. Por isso, dar visibilidade ao caso também é fundamental, para que outras vítimas se sintam encorajadas a buscar orientação e registrar os fatos”, afirmou.
Durante o encontro também foi reforçada a importância de que qualquer nova situação seja comunicada às autoridades. Conforme discutido na reunião, além dos bilhetes de cunho sexual, outros possíveis tipos de conduta também já foram apontados pelas vítimas e poderão ser analisados pelos órgãos competentes a partir dos relatos registrados.
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