Segurança

Caso de professora condenada por tortura de aluno poderá ser investigado pelo MP

Foto: Reprodução Notisul

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Após ser anunciada na última sexta-feira a condenação de Helen de Souza Cunha por determinação do juiz de direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Tubarão, Elleston Lissandro Canali, por crime de tortura por agredir um aluno em 2012, a docente continua a lecionar em duas escolas em Capivari de Baixo. A vítima foi um menino de apenas 1 ano e 5 meses no Centro de Educação Infantil Recife, localizado no bairro de mesmo nome, na Cidade Azul, unidade no qual trabalhava no período matutino.

“Creio que não houve ainda tempo hábil para ela receber a carta precatória na qual informa oficialmente sua condenação. Esta sentença é passível de recurso, mas se ela estiver lecionando, este fato deverá ser investigado pelo Ministério Público”, informa Elleston.

Conforme o juiz, se comprovados os fatos o promotor irá tomar a decisão que achar de direito. “A sentença da professora pode ser revogada e restabelecida caso seja comprovada esta situação. Parecer que dependerá do promotor diante das circunstâncias”, destaca Elleston.

O gerente da regional de educação da Cidade Azul (Gered), Jaime Teixeira, afirma que Helen é contratada pelo regime de admissão em caráter temporário (ACT) em duas escolas na Cidade Termelétrica e que, para exercer a função, a professora participou de processo seletivo, como qualquer outra educadora.

“Até o momento não fomos comunicados oficialmente sobre a sentença. Ela inclusive trabalha no Programa Novas Oportunidades de Aprendizagem (PNOA) nas unidades escolares”, conta Jaime.

Denúncias

A docente foi flagrada no dia 1º de outubro de 2012 em atos de agressões física e psicológica contra um de seus alunos e permaneceu presa preventinamente no Presídio Feminino de Tubarão, no bairro São João margem esquerda, por quase dois meses. As primeiras denúncias foram feitas dez dias antes da detenção, por alguns pais, à Delegacia da Criança, do Adolescente e de Proteção à Mulher e ao Conselho Tutelar. Por meio das imagens, ficaram comprovadas as agressões. A professora era responsável por 11 crianças, todas com idade entre 1 e 5 anos. No vídeo, ela agredia um bebê de 1 ano e 5 meses com tapas, soco na cabeça e fortes sacudidas. A criança chorava desesperadamente. 

A família

A mãe da criança agredida, Rosimeri da Silva Maximiano, já está ciente da condenação da professora, mas confessa que a situação ainda não é fácil para a família. “Por orientações da psicóloga, que ainda nos atende, mudamos de escola e meu filho continua a se adaptar. Em abril, ele fará 4 anos, mas ainda sofremos ao lembrarmos de tudo que aconteceu”, lamenta.

Com informações do Jornal Notisul